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Governo envia força elite contra motim prisional no Estado Espírito Santo

Governo envia força elite contra motim prisional no Estado Espírito Santo

O governo brasileiro enviou hoje tropas da Força Nacional de Segurança Pública para o Estado do Espírito Santo, onde motins prisionais fizeram dois mortos, um deles decapitado, e sequestraram dezenas de familiares, revelaram fontes oficiais.

Agência LUSA /

Cerca de 70 agentes daquela força especial, integrada por corpos policiais de elite de todo o país, chegaram hoje a Vitória, capital do Estado de Espírito Santo.

O reforço, que totalizará 300 agentes, foi pedido pelo próprio governo estadual, face ao agravamento da situação em três prisões, que estão sob controlo dos presos.

Os setecentos detidos na prisão de Vila Velha estão amotinados desde quarta-feira, enquanto as rebeliões na penitenciária de segurança máxima de Viana e do presídio de Linhares começaram sábado.

A situação mais grave vive-se em Viana, onde os rebelados assassinaram dois presos de grupos rivais e colocaram os seus cadáveres, um deles decapitado, à vista do público e das câmaras de televisão.

Estes amotinados, armados com pistolas e granadas, ameaçam matar um guarda prisional que sequestraram e outros 22 membros de grupos rivais, caso a polícia tente assaltar a penitenciária.

Segundo notícias da imprensa, cerca de 100 familiares dos presos estão dentro da penitenciária e recusam-se a sair enquanto as autoridades não chegarem a um acordo com os revoltosos.

Em Linhares, os amotinados terão tomado como reféns 46 familiares que visitavam os presos.

As detidas no presídio feminino de Tucum tentaram também amotinar-se hoje, mas a rebelião foi rapidamente controlada pela polícia local.

O governo de Espírito Santo, receando novas rebeliões, cancelou todas as visitas programadas para hoje em todos os centros prisionais do Estado.

As autoridades estaduais receiam que os ataques ocorridos desde sexta-feira contra quatro autocarros, que foram incendiados, tenham sido encomendados a cúmplices dos presos que participam nas rebeliões.

O chefe do gabinete do Governo Estadual do Espírito Santo, Sebastião Barbosa, anunciou que os membros da Força Nacional de Segurança Pública reforçarão a presenças policial nos presídios, face à radicalização dos amotinados que se recusam a negociar o fim dos protestos.

Os amotinados de Vila Velha, que resistem apesar das autoridades lhes terem cortado a água, a luz e o envio de alimentos, exigem a transferência para prisões comuns de cinco chefes de organização criminosa que estão presos em celas especiais da Polícia Federal.

Segundo a agência noticiosa Estado, pelo menos 22 presos recusaram-se a participar na rebelião de Viena, sendo agora ameaçados pelos amotinados com granadas.

Hoje tinham sido dadas como terminadas, no Estado de São Paulo, oito rebeliões prisionais que tinham começado há três dias e que fizeram um morto, 20 feridos e 19 reféns.

Esta vaga de motins prisionais em São Paulo fez temer uma nova onda de protestos simultâneos em prisões, como as 80 rebeliões prisionais que, no mês passado, fizeram 124 mortos.

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