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Governo garante que foragido "Anibalzinho"ainda "está no país"

Governo garante que foragido "Anibalzinho"ainda "está no país"

Maputo, 08 Dez (Lusa) -- O vice-ministro moçambicano do Interior, José Mandra, disse hoje que Aníbal dos Santos Júnior, "Anibalzinho", que último domingo se evadiu, pela terceira vez, da prisão ainda se encontra no país, embora reconheça a "vastidão" das fronteiras moçambicanas.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Ele ainda está no país. As informações indicam isso, apesar de a nossa fronteira ser vasta", disse Mandra aos jornalistas.

Nas duas primeiras fugas, "Anibalzinho" foi recapturado na vizinha África do Sul e, na segunda, no Canadá.

"Anibalzinho", o líder do grupo que assassinou o jornalista moçambicano Carlos Cardoso, em Novembro de 2000, fugiu na manhã de domingo das celas do Comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Maputo, com mais dois reclusos.

Trata-se de "Todinho", indiciado na morte do director da Cadeia Central de Maputo, vulgo "B.O", e "Samito", acusado de prática de uma dezena de homicídios: o assassínio de quatro agentes da polícia e de um cidadão de origem paquistanesa. Ambos estavam detidos, naquele presídio, há aproximadamente um ano.

Segundo o director da Polícia de Investigação Criminal (PIC), Dias Balate, os reclusos evadiram-se por "volta das 10:00" de domingo, quando "abriram as paredes, usando instrumentos contundentes".

Hoje, o vice-ministro do Interior assegurou aos jornalistas que as autoridades policiais estão já a trabalhar com a Polícia Internacional (Interpol) e outros organismos ligados a segurança fronteiriça e aeroportuária, visando neutralizar os foragidos.

Questionado se os foragidos terão sido soltos, Mandra disse que os serviços especializados estão a apurar esta possibilidade, pedindo tempo.

"É melhor esperarmos para ver", respondeu.

O director da Polícia de Investigação Criminal, Dias Balate, disse domingo aos jornalistas que a Polícia da República de Moçambique está a investigar os seis agentes, incluindo o chefe do turno, que estavam de serviço, por suspeitar que estes tenham auxiliado os reclusos a concretizarem a fuga.

"Anibalzinho", condenado a cerca de 30 anos de prisão pela sua participação no assassinato do jornalista Carlos Cardoso, deverá ser expulso para Portugal após cumprir a pena, por ter nacionalidade portuguesa.

MMT.

Lusa/Fim


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