Governo guineense acredita que em breve haverá "notícias agradáveis" na prospeção do petróleo

por Lusa

O ministro dos Recursos Naturais da Guiné-Bissau, Issufo Baldé afirmou hoje estar esperançado de que dentro de alguns meses o país conhecerá "notícias agradáveis" na área da prospeção do petróleo, com a entrada no processo de um grupo chinês.

Issufo Baldé, que também tutela a pasta da Energia, deu estas indicações hoje ao dar posse ao novo diretor-geral da Petroguin (empresa nacional de pesquisa e exploração petrolífera), Seco Cassamá, até recentemente secretário de Estado do Ambiente e que substitui no cargo Augusto Manjur.

"A Petroguin é uma empresa muto importante para o desenvolvimento económico do nosso país", considerou o ministro dos Recursos Naturais e Energia.

Na ocasião, Baldé aproveitou para lembrar que recentemente o Governo aprovou, em Conselho de Ministros, um acordo de cedência parcial dos direitos representativos da empresa sueca Svenska Petroleum Exploration, de três blocos em que faz prospeção, para a empresa China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) West África Petroleum E&P.

O ministro acredita que a entrada do grupo chinês nos trabalhos da prospeção dos blocos detidos pela companhia chinesa trará "dentro de alguns meses, notícias muito agradáveis".

Dos 14 blocos na zona `offshore` guineense, em que decorrem pesquisas do petróleo, a companhia sueca Svenska detém três licenças, sendo que agora passa a dividir os direitos de prospeção em representação com o grupo chinês.

Além da Svenska, encontram-se em trabalhos de prospeção do petróleo na Guiné-Bissau a Black Star Petroleum (Reino Unido), Supernova (Países Baixos), Lime Petroleum (Noruega), SHA (Angola), e Larsen Oil and Gas (Dubai), esta através de uma ?joint-ventures` com a Petroguin.

Dados do Governo guineense, a partir de estudos de organizações especializadas no ramo, apontam para a possibilidade de a Guiné-Bissau vir a produzir entre 30.000 a 60.000 barris por dia.

Há mais de duas décadas que decorre a prospeção de petróleo no `offshore` guineense, mas até hoje não foi encontrado aquele recurso em proporções com valor comercial.

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