Governo guineense segue com atenção 143 estudantes naquele país
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau informou hoje que acompanha "com a devida atenção" a situação dos 143 estudantes do país na Venezuela, assegurando que se encontram fora de qualquer perigo.
A informação foi transmitida hoje aos familiares dos estudantes, através de um comunicado publicado na página oficial do Ministério nas redes sociais.
"No quadro da cooperação entre a República da Guiné-Bissau e a República Bolivariana da Venezuela encontram-se atualmente naquele país 143 estudantes guineenses. Até ao momento, não existe qualquer registo de ocorrência que coloque em risco a vida, a segurança ou os direitos dos referidos estudantes", lê-se na nota.
O Governo guineense, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, "acompanha de forma permanente" o evoluir da situação na Venezuela e mantém um "contacto regular" com os dirigentes da associação dos estudantes, acrescenta.
As autoridades guineenses estão igualmente em contacto com as missões diplomáticas do país em Cuba e no Brasil e sempre que necessário dará apoio, proteção e assistência aos estudantes na Venezuela, lê-se ainda.
No comunicado, pede-se calma aos familiares dos estudantes guineenses na Venezuela.
Os 143 guineenses na Venezuela são médicos em processos de especializações em diferentes ramos durante três anos, e jovens que vão estudar medicina durante sete anos.
A sua ida para a Venezuela, em 2024, ocorreu ao abrigo de um acordo de cooperação assinado entre o então Presidente do país africano, Umaro Sissoco Embaló, deposto, em novembro passado, por um golpe militar, e Nicolás Maduro, líder venezuelano detido pelos Estados Unidos no último sábado.
Os Estados Unidos lançaram um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.