Governo Rajoy, Luis de Guindos é ministro de Economia e Competividade
13 ministros apenas, contra os anteriores 15 de Zapatero. Mariano Rajoy nomeou hoje o seu governo, entre eles, Luis de Guindos, antigo responsável do Banco Lehman Brothers para Espanha e Portugal. O executivo inclui ainda quatro mulheres, entre elas, Soraya Sáenz de Santamaría, nomeada única vice-presidente, acumulando com o cargo de porta-voz e ministra da Presidência.
As outras três mulheres ficarão responsáveis pelas pastas do Fomento (Ana Pastor), Emprego e segurança Social (Fátima Bánez) e da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade (Ana Mato).
Jorge Fernando Díaz será responsável pela pasta do Interior. O ministro dos Assuntos Externos e Cooperação é José Manuel Garcia Margallo. E o da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón.
Para ministro da Fazenda e Administrações Públicas foi nomeado Cristóbal Montoro, enquanto Pedro Morenés assume a Defesa. José Manuel Soria vai conduzir o Ministério da Indústria, Energia e Turismo.
José Ignacio Werth foi nomeado ministro da Educação, Cultura e Desporto e Arias Cañete fica com as pastas de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente.
Nomes em segredo
Rajoy conseguiu pela primeira vez manter em segredo os nomes dos seus ministros, tendo-se encerrado num gabinete durante a tarde para escolher entre cerca de 20 nomes.
O chefe do governo espanhol tomou posse esta manhã e no seu discurso de investidura sublinhou, quanto às reformas do estado a que se propõe, que “o maior esforço não pode vir dos cidadãos mas sim das Administrações Públicas”.
O objetivo do novo governo espanhol pretende é evitar duplicação de funções, reduzir custos e melhorar o funcionamento da máquina do estado.
A responsabilidade de tirar Espanha da crise vai cair sobre Luis de Guindos, nomeado ministro da Economia, coadjuvado pelo ministro das Finanças, Cristobal Montoro.
Quem é Guindos
Guindos tem 51 anos, é casado e pai de dois filhos. Fez carreira tanto no setor público, no governo de José Maria Aznar, como no privado, onde sobreviveu à falência do Lehman Brothers, onde dirigiu os negócios do banco para a Península Ibérica, entre 2006 e 2008.
Atualmente ocupava a direção do Centro do Setor Financeiro, um organismo de estudos criado pela PriceWaterhouseCoopers (PwC) e a IE Business School de Madrid.
Defende as reformas e austeridade propostas por Rajoy, incluindo a anunciada redução orçamental para 2012 orçada em 16,5 mil milhões de euros, pelo menos. Outra reforma anunciada é a do sector bancário espanhol, muito fragilizado pela bolha imobiliária de 2008, e a do mercado de trabalho, caracterizado por uma taxa de desemprego de 21,52%, um record entre os países industrializados.