Governo Trump quer excluir igualdade de género ou diversidade da sua ajuda externa
Tal como já acontece em relação ao aborto, o Governo liderado por Donald Trump quer proibir que a ajuda externa dos EUA beneficie programas que promovam a diversidade e a igualdade de género, adiantou hoje uma autoridade norte-americana.
O Departamento de Estado deverá divulgar na sexta-feira novas regras, alargando a chamada "política da Cidade do México", que proíbe os subsídios para o aborto, para incluir programas de género e de diversidade, equidade e inclusão e a sua "ideologia discriminatória", indicou o responsável, que falou sob condição de anonimato, à agência France-Presse (AFP).
A medida vai aplicar-se não só aos 8 mil milhões de dólares gastos anualmente em saúde global, mas também a toda a ajuda externa dos EUA, mais de 30 mil milhões de dólares, a ONG estrangeiras e a organizações internacionais e ONG norte-americanas, frisou a autoridade norte-americana.
A "política da Cidade do México", conhecida pelos críticos como a "lei da mordaça global", proíbe as ONG estrangeiras de utilizarem a ajuda norte-americana para apoiar serviços ou atividades de defesa do aborto.
O impacto da medida exato ainda está por ser apurado, dado que a administração Trump já reduziu significativamente a ajuda externa, principalmente ao desmantelar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), que era o maior fornecedor mundial de ajuda governamental.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem-se manifestado contra os direitos das pessoas transgénero, utilizando frequentemente termos depreciativos para lembrar o ex-presidente democrata Joe Biden do seu apoio à comunidade transgénero.
O secretário de Estado Marco Rubio reverteu ainda a decisão de Biden de permitir o uso do símbolo "X" para indicar o género nos passaportes.
Desde que regressou ao poder, Donald Trump tem reprimido os programas de educação sobre identidade de género no Governo federal, nas universidades, nas escolas e no desporto.
O ex-presidente Biden e outros presidentes democratas, durante os seus mandatos, revogaram a "política da Cidade do México.