Granada regista 1.279 sismos em duas semanas desde o de magnitude 5
O Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol registou 1.279 sismos na área metropolitana de Granada desde o de magnitude 5, que causou alarme e estragos a 15 de agosto.
O terramoto de Alhendín, que marcou o início da atual série sísmica, ocorreu após outros quatro tremores na vertente sul da Vega de Granada, gerando os primeiros danos em habitações e alertando a população.
Desde então, o IGN registou 1.279 tremores de terra, ua larga maioria de baixa magnitude e uma dezena deles acima de 3, apesar de muitos terem sido sentidos pela população.
O organismo, dependente do Ministério dos Transportes, Mobilidade e Urbanismo, reflete um decréscimo da atividade sísmica durante esta semana, apesar de em dias como esta quinta-feira ter registado quarenta sismos acima de 2 de magnitude e oito deles sentidos pela população.
Vega de Granada registou na semana passada um sismo de 4,8, com epicentro em Gójar, ao qual se seguiram nesse mesmo dia outros três - de magnitude 4,2, 4,0 e 3,9 - que provocaram inúmeros danos e chamadas de alerta de todas as províncias do sul de Espanha.
Nestes quinze dias de atividade, as câmaras municipais da Vega de Granada reforçaram inspeções técnicas para apurar danos e aprovaram bonificações e ajudas para atender aos afetados até chegarem as anunciadas ajudas do Governo central ou do provincial de Granada.
O Consórcio de Compensação de Seguros (CCS) já recebeu mais de 27.500 pedidos, 95% por danos em habitações, mas prevê que esse número aumente até 60.000, uma vez que se registam uma média de 2.000 pedidos por dia.
O Governo central estimou que os danos causados pela série sísmica ascenderão a 100 milhões de euros, embora sejam necessários três meses para completar os relatórios.
A atividade sísmica de hoje baixou para oito sismos, o maior de magnitude 1,8 com epicentro em Churriana de la Vega, registado às 10:08 e sentido pela população.