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Greve contra indústria de videojogos dos EUA termina após quase um ano

Greve contra indústria de videojogos dos EUA termina após quase um ano

Os membros do sindicato dos atores de Hollywood SAG-AFTRA votaram 95% a favor de um novo contrato com as empresas de videojogos, pondo fim a uma greve que durava há quase um ano.

Lusa /
A indústria de videojogos parece ter acalmado com o fim da greve no setor Peter Klaunzer - EPA

A votação, cujos resultados foram anunciados na noite de quarta-feira, encerra um processo de quase três anos do sindicato para obter um novo contrato para os artistas.

O processo, que incluiu uma greve de 11 meses contra vários grandes fabricantes de jogos, arrastou-se devido ao receio, por parte do sindicato, do impacto da inteligência artificial (IA) nos artistas.

Além de proteções contra a IA, o novo contrato prevê aumentos salariais e controlo sobre a imagem dos artistas.

Um acordo provisório tinha sido assinado no início de junho entre o sindicato e um grupo de negociação da indústria composto por várias grandes empresas de videojogos, incluindo a Activision, a Disney Character Voices Inc. e a Electronic Arts.

Entre as empresas afetadas pela greve estão ainda a Epic Games, criadora do jogo Fortnite, a Blindlight, responsável pelo jogo Halo, e a WB Games Inc, criadora do jogo Mortal Kombat 11.

Os artistas "sofreram muitos sacrifícios durante a greve de 11 meses", disse Duncan Crabtree-Ireland, diretor executivo nacional e negociador-chefe do SAG-AFTRA, num comunicado de imprensa.

"Agora que o acordo foi ratificado, os artistas de videojogos poderão desfrutar de ganhos significativos e importantes proteções contra a IA, que continuaremos a desenvolver à medida que as utilizações desta tecnologia se consolidarem e evoluírem", escreveu Crabtree-Ireland.

A porta-voz das produtoras de videojogos envolvidas no acordo, Audrey Cooling, escreveu que o acordo "proporciona aumentos salariais históricos, as melhores proteções contra a IA do setor e medidas de saúde e segurança melhoradas para os artistas".

"Estamos ansiosos por consolidar a parceria de décadas do nosso setor com o sindicato e continuar a criar experiências de entretenimento inovadoras para milhares de milhões de jogadores em todo o mundo", escreveu Cooling.

As empresas devem obter uma autorização escrita do artista para criar uma réplica digital --- consentimento que deve ser concedido durante a vida do artista e válido após a morte, salvo limitação em contrário, refere o contrato.

O tempo gasto na criação de uma réplica digital será compensado como tempo de trabalho, de acordo com o acordo.

O contrato exige ainda que o empregador forneça ao artista um relatório de utilização que detalhe como a réplica foi utilizada e calcule a remuneração esperada.

O acordo, válido por três anos, garantiu ainda um aumento da remuneração dos artistas de pouco mais de 15%, após a ratificação, e um aumento anual adicional de 3%.

 

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