Mundo
Greve geral já provocou meia centena de detenções
Espanha acordou hoje em plena greve geral, a sétima que se realiza no país vizinho, esta em protesto contra a reforma laboral. Bloqueios nos mercados abastecedores das principais cidades e nos autocarros públicos da cidade de Madrid provocaram, pelo menos, uma dezena de feridos. O governo garante que a greve está a decorrer "com normalidade" e serviços mínimos a ser cumpridos na sua quase totalidade, mas os sindicatos falam em adesão de 70 por cento.
A greve geral em Espanha provocou, pelo menos, nove feridos com a polícia a ter de disparar tiros para o ar durante confrontos registados à porta da empresa de aviação EADS CASA, em Getafe, nos arredores de Madrid.
Este incidente foi o mais grave da jornada de greve geral, mas outros decorreram noutros pontos do país que resultaram já em quase meia centena de detenções e uma dezena de feridos.
Como referido em Getafe membros de um piquete sindical e agentes da Polícia Nacional envolveram-se em confrontos, tendo testemunhas referido terem sido disparados para o ar pelo menos oito tiros.
Em Barcelona houve igualmente confrontos, no caso entre estudantes e agentes policiais, tendo várias pessoas sido detidas e um carro da polícia incendiado, enquanto em Valência e Madrid as autoridades também actuaram contra piquetes que se concentraram nas zonas comerciais e às portas da fábrica PSA Peugeot-Citroen, em Vigo.
Os principais incidentes registaram-se em zonas industriais, nos acessos aos grandes mercados de abastecimento nas principais cidades espanholas e bloqueios às saídas de autocarros públicos em Madrid.
O principal exemplo chegou do mercado Mercamadrid onde cerca de 600 pessoas conseguiram durante várias horas travar a entrada a centenas de camiões, tendo no caso do mercado em Barcelona usado pneus a arder e outras barreiras para conseguir o mesmo objectivo.
Os sindicatos já avançaram com os primeiros dados sobre a adesão à greve explicando que há paralisação total nas grandes fábricas do sector do metal, nas principais obras de infra-estrutura e nas fábricas de automóveis onde a maioria dos trabalhadores aderiu à greve obrigando à paralisação da produção.
Para o Governo as primeiras horas da greve geral decorreram "com normalidade" e os serviços mínimos estão a ser cumpridos na sua quase totalidade.
Segundo o ministro espanhol do Trabalho, Celestino Corbacho, "os serviços mínimos estão a ser cumpridos” pelo que “os cidadãos podem exercer tanto o direito à greve como o direito ao trabalho".
Obras no TGV paradas
A greve geral em Espanha já provocou a interrupção nas obras do TGV nos troços da linha de alta velocidade entre Madrid e a fronteira com Portugal assim como na auto-estrada entre Plasência e Portugal.
Estes são dois dos exemplos avançados pelos sindicatos para a paralisação da "quase totalidade (99 por cento)" dos trabalhadores das grandes obras de construção de infra-estruturas, tanto as que deveriam ter decorrido durante a madrugada como as que começaram esta manhã.
Jornada de luta europeia
A greve geral em Espanha decorre no mesmo dia em que alguns sindicatos europeus promovem uma jornada de luta à qual se juntou em Portugal a CGTP que irá promover duas concentrações em Lisboa e Porto onde esperam a adesão de "dezenas de milhares" de trabalhadores.
Estas concentrações irão decorrer em simultâneo com a grande manifestação em Bruxelas promovida pela Confederação Europeia de Sindicatos que juntará na capital belga delegações de todos os países sob o lema "No to Austerity" (Não à Austeridade).
Na manifestação em Bruxelas são esperados mais de 100 mil sindicalistas europeus, com delegações das duas centrais sindicais portuguesas, UGT e CGTP, que se juntam a delegações de países como a Letónia, Lituânia, República Checa, Chipre, Sérvia, Roménia, Polónia e Irlanda.
Este incidente foi o mais grave da jornada de greve geral, mas outros decorreram noutros pontos do país que resultaram já em quase meia centena de detenções e uma dezena de feridos.
Como referido em Getafe membros de um piquete sindical e agentes da Polícia Nacional envolveram-se em confrontos, tendo testemunhas referido terem sido disparados para o ar pelo menos oito tiros.
Em Barcelona houve igualmente confrontos, no caso entre estudantes e agentes policiais, tendo várias pessoas sido detidas e um carro da polícia incendiado, enquanto em Valência e Madrid as autoridades também actuaram contra piquetes que se concentraram nas zonas comerciais e às portas da fábrica PSA Peugeot-Citroen, em Vigo.
Os principais incidentes registaram-se em zonas industriais, nos acessos aos grandes mercados de abastecimento nas principais cidades espanholas e bloqueios às saídas de autocarros públicos em Madrid.
O principal exemplo chegou do mercado Mercamadrid onde cerca de 600 pessoas conseguiram durante várias horas travar a entrada a centenas de camiões, tendo no caso do mercado em Barcelona usado pneus a arder e outras barreiras para conseguir o mesmo objectivo.
Os sindicatos já avançaram com os primeiros dados sobre a adesão à greve explicando que há paralisação total nas grandes fábricas do sector do metal, nas principais obras de infra-estrutura e nas fábricas de automóveis onde a maioria dos trabalhadores aderiu à greve obrigando à paralisação da produção.
Para o Governo as primeiras horas da greve geral decorreram "com normalidade" e os serviços mínimos estão a ser cumpridos na sua quase totalidade.
Segundo o ministro espanhol do Trabalho, Celestino Corbacho, "os serviços mínimos estão a ser cumpridos” pelo que “os cidadãos podem exercer tanto o direito à greve como o direito ao trabalho".
Obras no TGV paradas
A greve geral em Espanha já provocou a interrupção nas obras do TGV nos troços da linha de alta velocidade entre Madrid e a fronteira com Portugal assim como na auto-estrada entre Plasência e Portugal.
Estes são dois dos exemplos avançados pelos sindicatos para a paralisação da "quase totalidade (99 por cento)" dos trabalhadores das grandes obras de construção de infra-estruturas, tanto as que deveriam ter decorrido durante a madrugada como as que começaram esta manhã.
Jornada de luta europeia
A greve geral em Espanha decorre no mesmo dia em que alguns sindicatos europeus promovem uma jornada de luta à qual se juntou em Portugal a CGTP que irá promover duas concentrações em Lisboa e Porto onde esperam a adesão de "dezenas de milhares" de trabalhadores.
Estas concentrações irão decorrer em simultâneo com a grande manifestação em Bruxelas promovida pela Confederação Europeia de Sindicatos que juntará na capital belga delegações de todos os países sob o lema "No to Austerity" (Não à Austeridade).
Na manifestação em Bruxelas são esperados mais de 100 mil sindicalistas europeus, com delegações das duas centrais sindicais portuguesas, UGT e CGTP, que se juntam a delegações de países como a Letónia, Lituânia, República Checa, Chipre, Sérvia, Roménia, Polónia e Irlanda.