Mundo
Gronelandeses não querem "ser nem americanos nem dinamarqueses"
No primeiro discurso perante o Congresso desde que regressou ao poder, Donald Trump reiterou o desejo de assumir o controlo da Gronelândia, alegando que os Estados Unidos precisam da região, que é território dinamarquês, para garantir a segurança nacional e mundial. O ministro da Defesa da Dinamarca já reagiu e assegurou que tal "não vai acontecer". Já o primeiro-ministro do território repetiu que não estão "à venda" e que os gronelandeses não querem "ser nem americanos nem dinamarqueses".
“Apoiamos o vosso direito de determinar o vosso próprio futuro e, se vocês escolherem, dar-vos-emos as boas-vindas nos Estados Unidos da América. Precisamos da Gronelândia para a segurança nacional e até mesmo para a segurança internacional e estamos a trabalhar com todos os envolvidos para tentar obtê-la, mas precisamos dela realmente para a segurança internacional, e acho que vamos obtê-la”, disse Trump no discurso desta madrugada.
“De uma forma ou de outra, vamos obtê-la. Iremos manter-vos seguros e ricos. E juntos, levaremos a Gronelândia a patamares como vocês nunca imaginaram ser possível antes”, acrescentou.
A Gronelândia tem estado sob os holofotes nas últimas semanas depois de o presidente norte-americano ter dito que a aquisição da ilha é uma necessidade estratégica para os Estados Unidos e que não descarta ações estratégicas ou sanções económicas contra Copenhaga se não for vendida.
O Governo Regional e o Executivo dinamarquês sublinham, em resposta à repetida ameaça, que serão os gronelandeses a decidir o futuro, mas mostraram-se abertos a aumentar a cooperação em matéria de defesa e economia com Washington, tendo em vista a riqueza mineral do subsolo da Gronelândia, que desde 2009, goza de um novo estatuto de autonomia que reconhece o seu direito à autodeterminação.
“Não vai acontecer”
Trump reafirmou os objetivos expansionistas no discurso ao Congresso, na madrugada desta quarta-feira, dizendo em particular que queria tomar a Gronelândia "de uma forma ou de outra", mas recebeu uma clara recusa do lado da Dinamarca.
"Isso não vai acontecer", reagiu o ministro dinamarquês da Defesa, Troels Lund Poulsen, numa entrevista à televisão pública DR.
As eleições legislativas na região autónoma estão marcadas para o próximo dia 11 de março.
"As eleições serão realizadas em breve na Gronelândia e acho que todos — inclusive nós — devemos ter cuidado para não fazer todo tipo de suposição sobre o futuro" dos gronelandeses, disse também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, à TV2.
Entretanto, também o chefe do Governo Regional da Gronelândia reagiu aos repetidos comentários de Trump, reafirmando a autonomia do território.
"Não queremos ser nem americanos nem dinamarqueses, somos gronelandeses", escreveu o primeiro-ministro da Gronelândia, esta quarta-feira, no Facebook.
"Os americanos e o seu líder devem entender isso", acrescentou. "Não estamos à venda e não podemos ser simplesmente anexados".
“De uma forma ou de outra, vamos obtê-la. Iremos manter-vos seguros e ricos. E juntos, levaremos a Gronelândia a patamares como vocês nunca imaginaram ser possível antes”, acrescentou.
A Gronelândia tem estado sob os holofotes nas últimas semanas depois de o presidente norte-americano ter dito que a aquisição da ilha é uma necessidade estratégica para os Estados Unidos e que não descarta ações estratégicas ou sanções económicas contra Copenhaga se não for vendida.
O Governo Regional e o Executivo dinamarquês sublinham, em resposta à repetida ameaça, que serão os gronelandeses a decidir o futuro, mas mostraram-se abertos a aumentar a cooperação em matéria de defesa e economia com Washington, tendo em vista a riqueza mineral do subsolo da Gronelândia, que desde 2009, goza de um novo estatuto de autonomia que reconhece o seu direito à autodeterminação.
“Não vai acontecer”
Trump reafirmou os objetivos expansionistas no discurso ao Congresso, na madrugada desta quarta-feira, dizendo em particular que queria tomar a Gronelândia "de uma forma ou de outra", mas recebeu uma clara recusa do lado da Dinamarca.
"Isso não vai acontecer", reagiu o ministro dinamarquês da Defesa, Troels Lund Poulsen, numa entrevista à televisão pública DR.
As eleições legislativas na região autónoma estão marcadas para o próximo dia 11 de março.
"As eleições serão realizadas em breve na Gronelândia e acho que todos — inclusive nós — devemos ter cuidado para não fazer todo tipo de suposição sobre o futuro" dos gronelandeses, disse também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, à TV2.
Entretanto, também o chefe do Governo Regional da Gronelândia reagiu aos repetidos comentários de Trump, reafirmando a autonomia do território.
"Não queremos ser nem americanos nem dinamarqueses, somos gronelandeses", escreveu o primeiro-ministro da Gronelândia, esta quarta-feira, no Facebook.
"Os americanos e o seu líder devem entender isso", acrescentou. "Não estamos à venda e não podemos ser simplesmente anexados".