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Grupo de 16 portugueses apanhado no meio da tragédia no Nepal
O grupo é composto por elementos de várias zonas do país, sendo a maioria da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo. Entrevistado pela RTP, o responsável pelo grupo diz que os viajantes estão descontraídos e bem-dispostos e vão fazer a viagem até ao fim.
"O grupo está bem-disposto e vai continuar". Foi esta a garantia deixada à RTP por Nélson Vieira, operador turístico que acompanha um grupo de 16 portugueses que há uma semana está a fazer uma viagem ao Nepal.
Na manhã desta quarta-feira, o grupo foi surpreendido com a notícia sobre a tragédia que assolou o país. Durante a tarde, noite no Nepal, os viajantes encontravam-se em Gorkha, uma localizade que fica a cerca de 350 quilómetros da zona afetada.
Apesar da tragédia e dos alertas das autoridades, os 16 viajantes decidiram manter o programa previsto e deverão fazer de avião, no sábado, o último percurso até à capital do Nepal.
"Nós, felizmente, vamos fazer o último trajeto até Katmandu, no sábado, e vamos fazê-lo de avião. E estamos protegidos”, afirmou Nélson Vieira, em declarações à RTP.
O operador turístico explicou que o local onde ocorreu o deslizamento de terras fica a cerca de 350 quilómetros de Gorkha. A distância, contudo, é percorrida através de uma região marcada por um terreno particularmente acidentado.
"Estamos a falar de uma zona nos Himalaias", sublinhou.
Durante a manhã, enquanto fazia uma travessia, o grupo chegou a ser confrontado com uma subida rápida do caudal de um rio. "Fomos alertados pelo nosso guia que teríamos de sair dessa zona de rio, porque haveria a possibilidade do aumento muito rápido do caudal", contou.
Perante o risco de novas ocorrências, as autoridades nepalesas decidiram encerrar algumas estradas por precaução.
Num dos trajetos realizados esta quarta-feira em direção a Gorkha, o grupo não encontrou grandes dificuldades, mas deparou-se com condicionamentos no sentido contrário da estrada.
Entretanto, o Ministério português dos Negócios Estrangeiros confirmou a existência de uma cidadã portuguesa desaparecida na sequência da tragédia. Nélson Vieira diz não ter informação sobre a existência de outros portugueses afetados.
Os viajantes mantêm também uma atitude de solidariedade para com as pessoas atingidas pela tragédia.