Grupo de Direitos Humanos revela mais 48 mortos na noite de sábado na Síria

A violência na Síria provocou sábado a morte a mais 48 pessoais, incluindo 18 soldados e seis desertores, quando aumenta a indignação na sequência do "massacre" na cidade de Homs, revelou hoje um grupo de Direitos Humanos.

Lusa /

O Observatório Sírio para Direitos Humanos lançou sábado o alerta para a morte de mais de 200 pessoas num assalto militar a Homs entre sexta-feira e sábado, e alerta agora para novas vítimas.

 

A maioria das vítimas da noite de sábado é também civil e o grupo de Direitos Humanos registou 12 pessoas mortas e 30 feridos em Daraya, arredores de Damasco quando as forças de segurança abriram fogo em velórios e funerais de pessoas mortas no dia anterior na mesma zona.

 

"Abriram fogo indiscriminadamente durante os funerais deixando 12 mortos e um elevado número de feridos", disse um coordenador local do grupo de Direitos Humanos, que salienta outras atrocidades perpetradas pelos militares em várias regiões.

 

O Observatório Sírio para Direitos Humanos garante, pelo menos, 230 mortos no ataque de sábado, mas vários relatos indicam cerca de 260 vítimas mortais em várias cidades da Síria.

 

O regime sírio, que viu travada pela China e pela Rússia uma Resolução das Nações Unidas a condenar os ataques à população civil, nega a autoria do ataque em Homs atribuindo-o a grupos civis armados.

 

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