Grupo de Lima rejeita qualquer intervenção militar na Venezuela

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O Grupo de Lima, que junta 13 países maioritariamente da América latina e central, rejeitou qualquer intervenção militar na Venezuela, deixando isolado o secretário-geral da Organização dos Estado Americanos, Luis Almagro.

Num comunicado divulgado no sábado, os países expressaram preocupação, rejeitaram "qualquer ação ou declaração que implique uma intervenção militar ou o uso de violência ou de força na Venezuela", e apelaram a uma "saída pacífica e negociada" para restaurar a democracia no país.

O Grupo de Lima junta Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Na semana passada, numa visita à cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela e que tem acolhido milhares de venezuelanos, o secretário-geral da Organização dos Estado Americanos, Luis Almagro, disse que "as ações diplomáticas estão em primeiro lugar", mas não descartou outras ações, como uma intervenção militar.

Hoje, o Presidente da Bolívia, Evo Morales, reforçou a tomada de posição do Grupo de Lima, considerado que Luis Almagro fica isolado na sua "obsessão golpista" contra o Governo de Nicolás Maduro.

"É uma derrota do intervencionismo de Trump e uma vitória da dignidade e coragem do povo venezuelano e latino-americano", escreveu Evo Moraeles na rede Twitter.

A Venezuela fez fazer, entretanto, que denunciará Almagro à Organização das Nações Unidas, por supostamente promover uma intervenção militar "de forma vulgar e grotesca".

O Grupo de Lima foi criado em agosto, por iniciativa do Governo peruano, com o objetivo de encontrar uma saída pacífica para a crise política, económica e social que se vive na Venezuela.

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