Mundo
Guarda de Auschwitz condenado a cinco anos de prisão
Reinhold Hanning, de 94 anos, foi condenado esta sexta-feira por cumplicidade nas mortes de pelo menos 170 mil pessoas no campo de concentração nazi de Auschwitz. Este será, provavelmente, o último julgamento ligado ao Holocausto. A sentença surge 71 anos depois do fim da II Guerra Mundial.
O antigo guarda do campo de concentração não foi acusado de envolvimento direto nas mortes em Auschwitz. Foi condenado por ter facilitado a chacina de milhares de pessoas.
“Ele sabia que em Auschwitz pessoas inocentes estavam a ser assassinadas todos os dias em câmaras de gás”, considerou o Tribunal de Detmold, que aplicou um pena inferior aos seis anos pedidos pela acusação. Hanning tem agora uma semana para recorrer da sentença proferida esta sexta-feira.
Durante os quatro meses que durou o julgamento e por onde passaram cerca de uma dezena de sobreviventes, Hanning, sentado numa cadeira de rodas, permaneceu silencioso e sem demonstrar emoções, evitando contacto visual com quem estava na sala de audiências.
O silêncio foi apenas interrompido em abril, quando pediu desculpa às vítimas, garantindo estar arrependido de ter feito parte de uma “organização criminosa” que matou tantas pessoas.
“Estou envergonhado de, conscientemente, ter deixado a injustiça acontecer e nada fazer para lhe pôr termo”, disse Hanning, lendo um discurso escrito previamente.
Reinhold Hanning, que ingressou nas Waffen SS com 18 anos, combateu como soldado na Holanda, nos Balcãs e na frente russa. Ferido, foi transferido em 1942 para Auschwitz.
Esta deverá ser a última sentença envolvendo o Holocausto. Dois outros guardas do campo deviam comparecer perante o tribunal ainda este ano. No entanto, um dos processos foi suspenso com o parecer de especialistas médicos. O outro guarda morreu uma semana antes de começar o julgamento.
“Ele sabia que em Auschwitz pessoas inocentes estavam a ser assassinadas todos os dias em câmaras de gás”, considerou o Tribunal de Detmold, que aplicou um pena inferior aos seis anos pedidos pela acusação. Hanning tem agora uma semana para recorrer da sentença proferida esta sexta-feira.
Durante os quatro meses que durou o julgamento e por onde passaram cerca de uma dezena de sobreviventes, Hanning, sentado numa cadeira de rodas, permaneceu silencioso e sem demonstrar emoções, evitando contacto visual com quem estava na sala de audiências.
O silêncio foi apenas interrompido em abril, quando pediu desculpa às vítimas, garantindo estar arrependido de ter feito parte de uma “organização criminosa” que matou tantas pessoas.
“Estou envergonhado de, conscientemente, ter deixado a injustiça acontecer e nada fazer para lhe pôr termo”, disse Hanning, lendo um discurso escrito previamente.
Reinhold Hanning, que ingressou nas Waffen SS com 18 anos, combateu como soldado na Holanda, nos Balcãs e na frente russa. Ferido, foi transferido em 1942 para Auschwitz.
Esta deverá ser a última sentença envolvendo o Holocausto. Dois outros guardas do campo deviam comparecer perante o tribunal ainda este ano. No entanto, um dos processos foi suspenso com o parecer de especialistas médicos. O outro guarda morreu uma semana antes de começar o julgamento.