Guarda Suíça tem mais 33 novos agentes
Cidade do Vaticano, 06 Mai (Lusa) - Trinta e três novos Guardas Suíços prestaram hoje juramento, na Basílica de São Pedro, juntando-se assim à mais pequena armada do mundo, que conta com 110 homens inteiramente vocacionados para a segurança do Papa e do Vaticano.
Cerca de 500 pessoas assistiram à missa de prestação de juramento, celebrada pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.
Ser Guarda Suíço "não é apenas uma profissão mas uma missão, poderíamos mesmo dizer uma missão apostólica", afirmou o cardeal.
Ao longo da cerimónia, o capelão dos Guardas Suíços, Alain de Raemy, evocou o drama que se desenrolou no seio do corpo há dez anos.
A 4 de Maio de 1998, Aloïs Esterman, chefe da Guarda, foi assassinado, assim como a sua mulher, pelo cabo Cedric Tornay, de 23 anos, que de seguida se suicidou.
O caso continua a ser um mistério porque a versão oficial, de ataque de loucura, não convenceu a mãe do jovem cabo.
A Guarda Suíça, que festejou os seus 500 anos de existência em Maio de 2007, é responsável pela protecção do Papa, enquanto que a força policial papal, composta por italianos, zela pela segurança do pequeno Estado do Vaticano.
Os "anjos da guarda" do Papa são todos cidadãos suíços, bons católicos, obrigados ao celibato (exceptuando os oficiais) e com uma reputação que deve ser "irrepreensível".
ALF.
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