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Guerra na Ucrânia
Guerra na Ucrânia. EUA continuam disponíveis para mediar negociações "produtivas"
Os esforços dos Estados Unidos para mediar as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia "estagnaram". Palavras do secretário de Estado dos Estados Unidos, esta sexta-feira, embora tenha garantido que Washington continua disponível e pronto para voltar a assumir o papel de mediador.
Marco Rubio falava aos jornalistas, após um encontro diplomático com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, quando admitiu que os esforços norte-americanos para pôr fim à guerra na Ucrânia estão num impasse, embora os EUA continuem dispostos a mediar caso haja efetivamente algum progresso.
“Temos desempenhado, tentado desempenhar o papel de mediador, mas até agora não obtivemos resultados frutíferos por uma série de razões”, afirmou Rubio.
Os EUA continuam “dispostos a desempenhar esse papel, caso se mostre produtivo”. O secretário de Estado deixou claro, no entanto, que a Administração Trump não quer “desperdiçar tempo e energia em esforços que não levam a lugar nenhum”.
“Mas, se surgir uma oportunidade de atuar como mediador que aproxime ambas as partes de um acordo de paz, gostaríamos de o fazer”.
Os Estados Unidos consideram que a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa há mais de quatro anos, é uma “tragédia” e que “ambos os lados estão a pagar um preço muito alto, tanto económico como, obviamente, humano”.
“Estamos prontos para desempenhar qualquer papel para alcançar uma solução diplomática pacífica. Infelizmente, esses esforços estagnaram, mas estamos sempre prontos se as circunstâncias mudarem”, reforçou.
Kiev espera enviados norte-americanos para conversações
As declarações de Marco Rubio foram conhecidas pouco depois de o presidente ucraniano ter afirmado que aguarda a chegada de negociadores norte-americanos nas próximas semanas.
"Estamos a coordenar o cronograma das visitas necessárias e esperamos representantes do presidente dos EUA no final da primavera e no verão", disse nas redes sociais, após uma reunião na Flórida entre o enviado de Kiev, Rustem Umerov, e representantes do líder dos EUA, Donald Trump.
Volodymyr Zelensky admitiu ainda que deseja que, “desta vez, seja possível alcançar o que foi planeado e ativar a diplomacia", segundo texto publicado em redes sociais.
Os EUA posicionaram-se como mediadores entre Kiev e Moscovo na tentativa de pôr fim à invasão russa da Ucrânia, tendo promovido diversas rondas de negociações diretas entre as partes. As negociações tiveram poucos avanços, até agora, além da troca de prisioneiros entre os dois lados e estão suspensas desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
Para a próxima quinta-feira está prevista a abertura de novas discussões entre negociadores ucranianos e norte-americanos, em Miami, Flórida, EUA.
Embora Kiev continue a demonstrar querer retomar as negociações, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, afirmou no início de abril que as conversas com a Ucrânia não são, no momento, uma prioridade para Moscovo. Grandes divergências continuam a impedir o progresso, particularmente em relação às reivindicações territoriais da Rússia.
Entre outras condições, a Rússia exige o reconhecimento da soberania em cinco regiões da Ucrânia, incluindo a Crimeia, que anexou em 2014, e garantias de que o país vizinho nunca fará parte da NATO. Condições que a Ucrânia recusa, exigindo a retirada das tropas russas do país, bem como o reconhecimento das fronteiras de 1991, quando se tornou independente da União Soviética.
Trégua unilateral violada
Entrou em vigor às 00h00 de Moscovo a trégua unilateral de 48 horas, declarada pelo presidente russo, para as comemorações do Dia da Vitória. Poucas horas depois ambos os lados começaram a acusar-se mutuamente de violação deste cessar-fogo.
"Ao longo da noite passada, o Exército russo continuou a atacar posições ucranianas. Às 7h00 da manhã, tinham sido registados mais de 140 ataques a posições na linha da frente", afirmou Zelensky, que denunciou também dez ataques russos localizados sobretudo na frente de Sloviansk e o lançamento de cerca de mil drones de vários tipos.
Moscovo, por seu lado, afirmou ter destruído mais de 250 drones ucranianos desde a entrada em vigor da trégua declarada pela Rússia de dois dias.
Perante a continuação das agressões, Zelensky desaconselha os aliados de Moscovo a comparecerem às cerimónias previstas para a Praça Vermelha, assim como a Rússia apelou esta semana à população e aos diplomatas para que abandonassem Kiev, a fim de evitarem eventuais ataques russos de "retaliação" caso a Ucrânia viesse a perturbar as festividades.
Este ano assinalam-se os 81 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi, em 1945. Este tradicional desfile militar é o feriado mais importante russo e decorre sempre sob fortes medidas de segurança.
A Rússia acusa a Ucrânia de não ter aceitado o cessar-fogo de 48 horas declarado por Vladimir Putin, atacando posições militares nas linhas da frente e em território russo. Já Kiev propôs um cessar-fogo a partir de 6 de maio mas acusou Moscovo de não respeitar a trégua proposta.
As autoridades russas ameaçaram atacar o centro de Kiev caso a Ucrânia viole o cessar-fogo a 9 de maio e recomendaram que os civis e o pessoal diplomático estrangeiro abandonem a capital ucraniana.
“Temos desempenhado, tentado desempenhar o papel de mediador, mas até agora não obtivemos resultados frutíferos por uma série de razões”, afirmou Rubio.
Os EUA continuam “dispostos a desempenhar esse papel, caso se mostre produtivo”. O secretário de Estado deixou claro, no entanto, que a Administração Trump não quer “desperdiçar tempo e energia em esforços que não levam a lugar nenhum”.
“Mas, se surgir uma oportunidade de atuar como mediador que aproxime ambas as partes de um acordo de paz, gostaríamos de o fazer”.
Os Estados Unidos consideram que a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa há mais de quatro anos, é uma “tragédia” e que “ambos os lados estão a pagar um preço muito alto, tanto económico como, obviamente, humano”.
“Estamos prontos para desempenhar qualquer papel para alcançar uma solução diplomática pacífica. Infelizmente, esses esforços estagnaram, mas estamos sempre prontos se as circunstâncias mudarem”, reforçou.
Kiev espera enviados norte-americanos para conversações
As declarações de Marco Rubio foram conhecidas pouco depois de o presidente ucraniano ter afirmado que aguarda a chegada de negociadores norte-americanos nas próximas semanas.
"Estamos a coordenar o cronograma das visitas necessárias e esperamos representantes do presidente dos EUA no final da primavera e no verão", disse nas redes sociais, após uma reunião na Flórida entre o enviado de Kiev, Rustem Umerov, e representantes do líder dos EUA, Donald Trump.
Volodymyr Zelensky admitiu ainda que deseja que, “desta vez, seja possível alcançar o que foi planeado e ativar a diplomacia", segundo texto publicado em redes sociais.
Os EUA posicionaram-se como mediadores entre Kiev e Moscovo na tentativa de pôr fim à invasão russa da Ucrânia, tendo promovido diversas rondas de negociações diretas entre as partes. As negociações tiveram poucos avanços, até agora, além da troca de prisioneiros entre os dois lados e estão suspensas desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
Para a próxima quinta-feira está prevista a abertura de novas discussões entre negociadores ucranianos e norte-americanos, em Miami, Flórida, EUA.
Embora Kiev continue a demonstrar querer retomar as negociações, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, afirmou no início de abril que as conversas com a Ucrânia não são, no momento, uma prioridade para Moscovo. Grandes divergências continuam a impedir o progresso, particularmente em relação às reivindicações territoriais da Rússia.
Entre outras condições, a Rússia exige o reconhecimento da soberania em cinco regiões da Ucrânia, incluindo a Crimeia, que anexou em 2014, e garantias de que o país vizinho nunca fará parte da NATO. Condições que a Ucrânia recusa, exigindo a retirada das tropas russas do país, bem como o reconhecimento das fronteiras de 1991, quando se tornou independente da União Soviética.
Trégua unilateral violada
Entrou em vigor às 00h00 de Moscovo a trégua unilateral de 48 horas, declarada pelo presidente russo, para as comemorações do Dia da Vitória. Poucas horas depois ambos os lados começaram a acusar-se mutuamente de violação deste cessar-fogo.
"Ao longo da noite passada, o Exército russo continuou a atacar posições ucranianas. Às 7h00 da manhã, tinham sido registados mais de 140 ataques a posições na linha da frente", afirmou Zelensky, que denunciou também dez ataques russos localizados sobretudo na frente de Sloviansk e o lançamento de cerca de mil drones de vários tipos.
Moscovo, por seu lado, afirmou ter destruído mais de 250 drones ucranianos desde a entrada em vigor da trégua declarada pela Rússia de dois dias.
Perante a continuação das agressões, Zelensky desaconselha os aliados de Moscovo a comparecerem às cerimónias previstas para a Praça Vermelha, assim como a Rússia apelou esta semana à população e aos diplomatas para que abandonassem Kiev, a fim de evitarem eventuais ataques russos de "retaliação" caso a Ucrânia viesse a perturbar as festividades.
Este ano assinalam-se os 81 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi, em 1945. Este tradicional desfile militar é o feriado mais importante russo e decorre sempre sob fortes medidas de segurança.
A Rússia acusa a Ucrânia de não ter aceitado o cessar-fogo de 48 horas declarado por Vladimir Putin, atacando posições militares nas linhas da frente e em território russo. Já Kiev propôs um cessar-fogo a partir de 6 de maio mas acusou Moscovo de não respeitar a trégua proposta.
As autoridades russas ameaçaram atacar o centro de Kiev caso a Ucrânia viole o cessar-fogo a 9 de maio e recomendaram que os civis e o pessoal diplomático estrangeiro abandonem a capital ucraniana.
Zelensky sublinhou, ainda esta sec«xta-feira de manhã, que responderá com a mesma moeda aos ataques russos realizados durante a madrugada, confirmando o que vem a ameaçar há dias: que a Ucrânia responderá de forma "simétrica" às agressões, assim como abster-se-á de lançar ataques, se o inimigo cumprir a trégua.
C/agências