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Guerra perdura há 127 dias. Número de mortos na Faixa de Gaza ultrapassa os 28 mil

Guerra perdura há 127 dias. Número de mortos na Faixa de Gaza ultrapassa os 28 mil

O último balanço de vítimas da contraofensiva israelita na Faixa de Gaza, que se prolonga há já 127 dias, aponta para 28.064 palestinianos mortos e outros 67.611 feridos. Em 24 horas, revelou este sábado o Ministério da Saúde do território administrado pelo movimento radical Hamas, os ataques das forças do Estado hebraico fizeram pelo menos 117 vítimas mortais.

Carlos Santos Neves - RTP /
O Hamas adverte contra a ofensiva militar terrestre de Israel em Rafah, antevendo mesmo uma "catástrofe global" Amir Cohen - Reuters

Segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, o exército israelita "perpetrou 16 massacres contra famílias" desde sexta-feira. Além dos 117 mortos, ficaram feridas 152 pessoas.

A agência palestiniana Wafa refere que 25 palestinianos foram mortos em bombardeamentos israelitas sobre Rafah, no sul da Faixa de Gaza, perto da linha de fronteira com o Egito.Rafah era considerada um porto seguro para os civis palestinianos. É agora um assumido alvo militar de Israel.

Na sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sustentou ser "impossível atingir o objetivo de guerra de eliminar o Hamas e deixar quatro batalhões em Rafah".

Telavive ordenou a evacuação da zona - um gesto de eficácia incerta, dado que Rafah acolhe atualmente 1,3 milhões de civis palestinianos sem alternativas de proteção.

À medida que acelera os preparativos para fazer abater a máquina de guerra sobre Rafah, Israel mantém a pressão em Khan Younis, igualmente na porção meridional da Faixa de Gaza. Aqui, as tropas israelitas cercam há 20 dias os hospitais de Naser e Al Amal.

"As forças de ocupação prenderam oito membros do pessoal da associação do Hospital Al Amal, incluindo quatro médicos, para além de quatro feridos e cinco acompanhantes de doentes", adiantou o Crescente Vermelho palestiniano, referindo-se a uma incursão levada a cabo na sexta-feira.

Os soldados do Tsahal, indicou ainda o Crescente Vermelho, "revistaram o hospital, destruíram alguns dispositivos, equipamentos e mobiliário, detiveram funcionários, interrogaram-nos, espancaram-nos e insultaram-nos e impediram os funcionários e acompanhantes de doentes de beber água ou usar a casa de banho".
"Catástrofe global"

O Hamas veio este sábado advertir contra a ofensiva militar terrestre de Israel em Rafah, antevendo mesmo o que descreveu como uma "catástrofe e um massacre global".

"Alertamos para uma catástrofe e massacre global que poderá deixar dezenas de milhares de mártires e feridos se houver uma invasão da província de Rafah", afirmam as autoridades de Gaza em comunicado, para, uma vez mais, responsabilizarem "totalmente a Administração dos Estados Unidos, a comunidade internacional e a ocupação israelita".A Administração norte-americana e a ONU alertaram Israel, nos últimos dias, para o "desastre" em potência de uma ofensiva sobre Rafah, na ausência de um plano claro para a deslocação dos civis palestinianos.


O braço político do movimento radical palestiniano acusa Israel de ter protagonizado "milhares de massacres no resto das províncias da Faixa de Gaza durante a atual guerra de genocídio".

"Exigimos a convocação imediata e urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a adoção de uma resolução que garanta que a ocupação israelita seja forçada a parar a guerra de genocídio que está a cometer contra civis, crianças e mulheres na Faixa de Gaza", insta o Hamas.

c/ agências internacionais

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