Guiné-Bissau. Fraca afluência marca início de votação para referendo constitucional

Guiné-Bissau. Fraca afluência marca início de votação para referendo constitucional

O processo de votação do referendo constitucional na Guiné-Bissau arrancou este domingo de forma pacífica, mas com uma participação reduzida dos eleitores em várias zonas do país, relataram os órgãos de comunicação social locais.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A rádio Bantaba escreve na sua página nas redes sociais que nas primeiras horas do sufrágio, o cenário nas mesas de voto tem sido marcado por uma "fraca movimentação" de cidadãos, na localidade de Segendal, no norte do país.

A estação dá o exemplo da mesa número 1, integrada no distrito 40 do círculo eleitoral 19 que conta com 576 eleitores inscritos, que registou "apenas" o voto dos próprios membros da mesa, "sem a comparência significativa da população".

Um panorama idêntico verifica-se na mesa número 2 do mesmo círculo eleitoral, com 217 eleitores inscritos, onde foram contabilizados "apenas cinco votos", três dos quais pertencentes aos agentes do controle do voto.

A rádio Sol Mansi (da Igreja Católica) reporta igualmente que a "afluência às urnas se apresenta reduzida" em Bissau e nalgumas zonas do interior do país de acordo com os correspondentes da estação.

A mesma rádio anuncia um primeiro pronunciamento da Comissão Nacional de Eleições (CNE) sobre o andamento da votação às 12 horas de Bissau.

A votação para o referendo à Constituição ocorre num contexto político sensível, marcado por clivagens no país com vários setores da sociedade guineense a apelarem ao boicote, enquanto outras forças defendem a mobilização cívica e a participação nas urnas.

Os militares protagonizaram um golpe de Estado um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e fizeram aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe de Estado cerimonial" para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

PUB