Guiné-Bissau. Governo nomeia novo diretor-geral dos serviços secretos

Guiné-Bissau. Governo nomeia novo diretor-geral dos serviços secretos

O primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, conferiu hoje posse ao novo diretor-geral do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Júlio Abna, numa cerimónia em que defendeu a necessidade urgente de uma "reforma profunda da instituição".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Nas primeiras palavras dirigidas ao novo responsável dos serviços secretos guineenses, Vieira Té sublinhou que o organismo "deve abandonar o seu cariz político e adotar uma orientação técnico-científica, assente no profissionalismo e na competência" dos seus quadros.

O primeiro-ministro destacou, neste sentido, a urgência de dotar o SIS de profissionais com formação e qualificações adequadas às exigências e aos desafios atuais da sua missão.

O recém-empossado diretor-geral, Júlio Abna, que já trabalhou no Ministério do Interior e Ordem Pública, afirmou conhecer detalhadamente a instituição e declarou-se preparado para concretizar as mudanças necessárias, em total conformidade com as responsabilidades que lhe foram confiadas pelo Governo de transição.

A cerimónia contou com a presença de membros do Governo e de altos quadros do setor da segurança e defesa guineense.

Júlio Abna substitui no cargo o brigadeiro-general Braima Sambu, nomeado no dia 09 de julho por Ilídio Vieira Té e confirmado em conselho de ministros, na sequência do falecimento, vítima de doença, do então diretor, o general Armando da Costa Marna, ocorrido no dia 18 de junho.

Os militares guineenses protagonizaram no dia 26 de novembro de 2025 um golpe de Estado liderado pelo general Horta Inta-a, antigo chefe de segurança na Presidência da República.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais, que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa.

O general Horta Inta-a marcou para o dia 06 de dezembro próximo novas eleições legislativas e presidenciais, mas o primeiro-ministro de transição e o Conselho Nacional de Eleições disseram, no início deste mês, que não estão reunidas as condições para a sua realização nessa data.

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