Guiné-Equatorial oferece um milhão de euros para resolver crise em S. Tomé
A Guiné-Equatorial está disposta a financiar a solução para a crise no vizinho arquipélago de São Tomé e Príncipe, oferecendo um milhão de euros para pagamentos aos "ninjas", anunciou quinta-feira o Presidente são-tomense Fradique de Menezes.
Fradique de Menezes, que falava após uma visita privada à Guiné-Equatorial, disse que o seu homólogo, Teodoro Obbiang N`Guema, pôs à disposição de São Tomé e Príncipe um milhão de euros.
"Trata-se de uma ajuda imediata bastante importante para fazermos face a alguns problemas gritantes que o país atravessa", disse Menezes, citado pela STP Press, acrescentando que representantes dos dois governos reunir-se-ão nas próximas semanas em Malabo, capital da Guiné-Equatorial, para definir os termos do empréstimo.
No passado dia 08 de Outubro, cerca de 100 "ninjas" ocuparam o comando-geral da polícia de São Tomé e fizeram reféns o comandante-geral e alguns oficiais, que libertaram 24 horas depois.
Os "ninjas" exigem o pagamento de 50 milhões de dobras (cerca de 2.600 euros) que alegadamente lhes são devidos e terão sido prometidos durante a formação que fizeram em Angola, em 2003-2004.
Querem ainda o pagamento dos subsídios de risco de vida e de alimentação.
O Presidente são-tomense rejeitou críticas de ter abandonado o país no auge do motim, justificando a sua deslocação à Guiné-Equatorial com a presença na inauguração da maior fábrica de gás de África Central, na qual participaram igualmente os seus homólogos da Nigéria e do Gana.
Fradique de Menezes anunciou que a Guiné-Equatorial vai enviar ajuda alimentar para combater a escassez de alguns produtos de primeira necessidade em São Tomé e Príncipe.