Guterres alerta para riscos da inteligência artificial e pede regras globais de segurança

Guterres alerta para riscos da inteligência artificial e pede regras globais de segurança

Secretário-geral da ONU defende que os países com maior capacidade nas áreas mais avançadas da inteligência artificial "devem estabelecer mecanismos de contacto" para evitar "um desastre global de enormes proporções".

Guilherme de Sousa - RTP / Adicionar como fonte informativa

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou esta quarta-feira os líderes mundiais que os riscos da inteligência artificial não podem ser ignorados, desafiando a posição assumida por Donald Trump.

À margem de uma conferência que antecipa a Assembleia Geral da ONU, que se realiza na próxima semana, em Nova Iorque, Guterres garante que vai sensibilizar os chefes de Estado e de Governo para um tema que considera fundamental.

“Não podemos dar-nos ao luxo de ignorar as preocupações que têm sido levantadas, sobretudo por aqueles que estão na linha da frente do desenvolvimento da inteligência artificial", afirmou Guterres. “A primeira responsabilidade de qualquer governo é proteger os seus cidadãos, incluindo das ameaças associadas à inteligência artificial”, acrescentou

De acordo com a agência Reuters, o Conselho de Segurança da ONU deverá reunir-se, também durante a próxima semana, para discutir a inteligência artificial. A última reunião sobre a inteligência artificial entre os 15 membros foi realizada em 2023.

Guterres defende que os países com maior capacidade nas áreas mais avançadas da inteligência artificial "devem estabelecer mecanismos de contacto, troca de informações e algumas regras comuns de segurança, de forma a evitar que esta corrida possa conduzir, um dia, a um desastre global de enormes proporções".

"Precisamos de uma compreensão partilhada sobre a forma de promover um desenvolvimento seguro, protegido e responsável da inteligência artificial, ao mesmo tempo que identificamos os momentos em que sistemas cada vez mais poderosos poderão exigir salvaguardas mais robustas ou medidas adicionais para gerir riscos potenciais", concluiu Guterres.

(com agências)
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