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Guterres deixa mensagens a Estados Unidos, Israel e Irão em Bruxelas

Guterres deixa mensagens a Estados Unidos, Israel e Irão em Bruxelas

O secretário-geral da ONU diz que é tempo de acabar com a guerra e reabrir o estreito de Ormuz. Convidado para um almoço com os líderes europeus, António Guterres deixou ainda elogios à União Europeia e ao multilateralismo europeu.

Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas /
Yves Herman - Reuters

O secretário-geral da ONU está em Bruxelas para um almoço com os chefes de Estado e de governo da União Europeia, mas António Guterres chegou com mensagens claras - a primeira para Israel e para os Estados Unidos, referindo que "já passou da hora de acabar com esta guerra que corre o risco de se descontrolar completamente".

"Causa imenso sofrimento aos civis. E com a propagação na economia global, isto é realmente dramático, com potenciais consequências trágicas, especialmente para os países menos desenvolvidos".

António Guterres lembra o sofrimento dos civis, mas também a propagação dos efeitos na economia global: "Isto é realmente dramático, com potenciais consequências trágicas, especialmente para os países menos desenvolvidos”.Se os Estados unidos e Israel foram chamados à atenção o Irão também não ficou de fora.

“Parem de atacar os vossos vizinhos. Nunca foram parte do conflito. O Conselho de Segurança condenou estes ataques assim como ordenou que parassem, ordenou a abertura do estreito de Ormuz".
"O prolongado encerramento do Estreito de Ormuz causa um enorme sofrimento a muitos povos em todo o mundo que nada têm a ver com este conflito", prosseguiu.

"É tempo de a força da lei prevalecer sobre a lei da força. É tempo de a diplomacia prevalecer sobre a guerra”.O secretário-geral da ONU foi convidado pelo presidente do Conselho Europeu. António Costa recebeu-o à chegada para uma foto de família.

A União quis demonstrar apoio ao trabalho das Nações Unidas e António Guterres reforçou a confiança no multilateralismo europeu: “Espero - e estou certo - que a União Europeia será absolutamente central nos esforços para criar uma ordem internacional baseada no Estado de direito e na ordem internacional. Na qual teremos mais justiça, em que teremos mais ações climáticas, em que teremos mais controlo sobre a evolução das tecnologias e em que prevalecerá o Direito Internacional”.

Será, ao que tudo indica, a última participação de António Guterres numa reunião do Conselho Europeu.


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