Mundo
Há 20 anos que Netanyahu denuncia o "perigo iminente" de um Irão nuclear
O discurso do primeiro ministro israelita perante o Congresso norte-americano consiste em glosar um tema que vem sendo o seu preferido desde há duas décadas.
Segundo uma recolha feita pelo site de informação The Intercept, o primeiro registo de uma intervenção pública de Benjamin Netanyahu sobre os perigos e malefícios de um eventual acesso do Irão à tecnologia nuclear remonta a 1992.
Nesse tempo, Netanyahu era ainda um simples deputado, mas as suas advertências não apresentavam menor dramatismo que as do actual Netanyahu primeiro-ministro: o Irão, disse ele na altura, estaria em vias de tornar-se uma potência nuclear regional num prazo de três a cinco anos. Ou seja: o mais tardar em 1997.
Em 1996, já então num discurso perante o Congresso dos EUA, voltou a alertar que "o nosso tempo está contado", sublinhando que era preciso actuar sem demora para impedir "a nuclearização de Estados terroristas" (referia-se ao Irão e ao Iraque). E acrescentava que "a data limite para atingir esse objectivo aproxima-se a passos largos".
Em 2011, Netanyahu voltou a discursar perante a Câmara dos Representantes em Washington, afirmando: "Agora, o nosso tempo está contado (...). Porque o maior de todos os perigos poderá em breve cair-nos em cima; um regime islâmico militante dotado da arma nuclear, da bomba nuclear".
No ano seguinte, 2012, Netanyahu discursou na ONU sobre o mesmo tema e com o mesmo estribilho, garantindo que o Irão já tinha ultrapassado o limiar perigoso de 70 por cento do enriquecimento do seu urânio e que "o mais tardar" na primavera de 2013 poderia passar à etapa final de enriquecer 90 por cento, o limiar mínimo para fabricar uma bomba nuclear.
E disse também, nesse discurso de 2012: "Eles só precisam de alguns meses, talvez algumas semanas, até tereem suficiente urânio enriquecido para a primeira bomba".
Em Outubro de 2013, em entrevista ao diário francês Le Monde, voltava a advertir: "É uma questão de semanas". No mês seguinte, após o acordo de então entre o grupo dos cinco e o Irão, comentava esse acordo como um "erro histórico" e fazia dizer pelo seu ministro da Economia: "O acordo deixa intacta a máquina nuclear iraniana e poderá permitir ao Irão produzir uma bomba num período de seis a sete semanas".
Nesse tempo, Netanyahu era ainda um simples deputado, mas as suas advertências não apresentavam menor dramatismo que as do actual Netanyahu primeiro-ministro: o Irão, disse ele na altura, estaria em vias de tornar-se uma potência nuclear regional num prazo de três a cinco anos. Ou seja: o mais tardar em 1997.
Em 1996, já então num discurso perante o Congresso dos EUA, voltou a alertar que "o nosso tempo está contado", sublinhando que era preciso actuar sem demora para impedir "a nuclearização de Estados terroristas" (referia-se ao Irão e ao Iraque). E acrescentava que "a data limite para atingir esse objectivo aproxima-se a passos largos".
Em 2011, Netanyahu voltou a discursar perante a Câmara dos Representantes em Washington, afirmando: "Agora, o nosso tempo está contado (...). Porque o maior de todos os perigos poderá em breve cair-nos em cima; um regime islâmico militante dotado da arma nuclear, da bomba nuclear".
No ano seguinte, 2012, Netanyahu discursou na ONU sobre o mesmo tema e com o mesmo estribilho, garantindo que o Irão já tinha ultrapassado o limiar perigoso de 70 por cento do enriquecimento do seu urânio e que "o mais tardar" na primavera de 2013 poderia passar à etapa final de enriquecer 90 por cento, o limiar mínimo para fabricar uma bomba nuclear.
E disse também, nesse discurso de 2012: "Eles só precisam de alguns meses, talvez algumas semanas, até tereem suficiente urânio enriquecido para a primeira bomba".
Em Outubro de 2013, em entrevista ao diário francês Le Monde, voltava a advertir: "É uma questão de semanas". No mês seguinte, após o acordo de então entre o grupo dos cinco e o Irão, comentava esse acordo como um "erro histórico" e fazia dizer pelo seu ministro da Economia: "O acordo deixa intacta a máquina nuclear iraniana e poderá permitir ao Irão produzir uma bomba num período de seis a sete semanas".