Haensch contente mas sem tempo para festejar
O alemão Theodor Haensch, um dos três cientistas hoje galardoados com o Prémio Nobel da Física, está "muito feliz" mas diz não ter tempo para festejar por ter de embarcar num avião para Nova Iorque.
"Recebi o telefonema de Estocolmo no meu gabinete em Munique. Lá fora tenho gente à minha espera com champanhe, mas não tenho tempo para festejar o prémio porque tenho de apanhar um avião para Nova Iorque", disse Haensch ao ser contactado por telefone pela agência noticiosa alemã DPA.
O catedrático da Universidade de Munique e director do Instituto Max-Planck de Óptica Quântica de Garching, nos arredores da capital da Baviera, estava difícil de encontrar esta manhã, mesmo pelos seus colaboradores próximos.
"Fiquei sem palavras e estou muito, muito feliz. Estou agora a tentar assumir a ideia", comentou o físico, que acrescentou não saber ainda o que fará com o dinheiro do prémio.
Haensch, 63 anos, receberá um quarto do prémio, cujo valor total é um milhão de coroas suecas (1,1 milhões de euros). Parte igual caberá ao seu colega norte-americano John L. Hall, enquanto que metade irá para o também norte-americano Roy J. Glauber.
O físico alemão partilha o prémio com Hall por ambos terem desenvolvido um espectroscópio de precisão baseado na tecnologia de raios lazer, o que permite a determinação da cor da luz de átomos e moléculas com extrema precisão.
Glauber foi distinguido por ter feito a descrição teórica do comportamento das partículas de luz.
"As nossas descobertas têm sobretudo aplicações práticas nas telecomunicações e no posicionamento", explicou Haensch, consciente da dificuldade desta matéria para a generalidade das pessoas.
Entre os prémios que já recebeu contam-se o prémio Herbert P. Brodia da Sociedade de Física Americana, o Cyrus B. Comstock da Academia Nacional das Ciências e o William F. Meggers Award e a medalha Frederic Ives, ambos atribuídos pela Sociedade Óptica Americana.