Hamas reivindica ataque. Atirador faz um morto e cinco feridos em Israel
Em Israel, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas em vários ataques a tiro na região de Sharon, no centro do país. O Hamas já reivindicou o ataque.
Um homem matou a tiro uma pessoa e feriu cinco, em três sítios diferentes no centro de Israel antes de ser abatido pela polícia. Há dois feridos em estado crítico.
O atirador estava no interior de um carro quando começou a disparar junto a um posto de abastecimento de combustível em Kokhav Yair. Ataque que continuou numa comunidade vizinha.
O suspeito ainda conseguiu chegar a um terceiro local onde foi neutralizado e abatido pelas forças de segurança israelitas.
Estão já a ser feitas investigações para apurar se há mais envolvidos nos ataques. Mas tanto o Hamas e como a jiahad islâmica aplaudiram o ataque, que consideraram tratar-se de uma "operação heroica".
Brigadas Qassam reivindicam ataque
O braço armado do Hamas elogiou "a operação heroica no assentamento de Kochav Yair", referindo-se ao tiroteio no centro de Israel que matou pelo menos uma pessoa e feriu outras cinco.
O movimento xiita palestiniano anunciou, de acordo com AlJazeera que o ataque foi realizado por um dos seus combatentes.
“Esta operação, juntamente com o ataque com carro-bomba da noite passada, foi um ato de autodefesa e uma resposta à agressão da ocupação e dos seus colonos”, afirmaram as Brigadas Qassam em comunicado.
A declaração referia-se a um ataque separado no cruzamento de Efrat, na Cisjordânia ocupada, que teria deixado duas adolescentes feridas.
Os serviços de emergência informaram que receberam o primeiro alerta às 10h34 locais (08h34 em Lisboa) para tiros num posto de abastecimento perto da localidade de Kokhav Yair, no lado israelita da fronteira com a Cisjordânia. O serviço Magen David Adom, correspondente à Cruz Vermelha, precisou que o atacante, que se deslocava numa viatura, começou por disparar contra dois homens, um os quais, de 50 anos, ficou em estado grave.
Embora inicialmente se suspeitasse de que o ataque poderia envolver duas pessoas, a polícia disse à agência espanhola EFE tratar-se de apenas um atacante, embora prosseguissem buscas por eventuais cúmplices.
Depois de abrir fogo na estação de serviço, o atacante dirigiu-se para Tzur Yitzhak, a cerca de dois quilómetros de distância, onde voltou a disparar, fazendo mais dois feridos.
O terceiro ponto do ataque foi numa estrada perto do colonato de Sela`it, na Cisjordânia, onde os médicos do serviço de emergência encontraram um homem já sem vida, devido a ferimentos de bala, no interior de um automóvel.
No local, foi encontrada outra pessoa ferida com gravidade na parte superior do corpo.
"Durante o trajeto, vários civis fizeram-me sinais para parar e chamaram-me para prestar assistência médica a uma pessoa inconsciente dentro de um veículo", relatou o paramédico Lior Zilberberg, que se deslocou ao local.
"Não tinha pulso nem respirava, apresentava ferimentos de bala no corpo e, após a avaliação médica, fomos obrigados a declarar o óbito", acrescentou, citado pela EFE.
O serviço de saúde israelita Clalit informou ter recebido os feridos e que uma das pessoas em estado greve foi transferida diretamente para o bloco operatório.
A polícia israelita disse que os agentes localizaram o veículo implicado no ataque e mataram o agressor, que as autoridades afirmam ser residente na localidade vizinha de Tayibe, de maioria árabe.
Não foram avançados mais pormenores oficiais sobre a identidade do agressor ou os motivos do ataque.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, informou em comunicado que estava a avaliar a situação e a acompanhar de perto o "mortal ataque a tiro".
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou nas redes sociais que se o atacante tivesse sido capturado com vida seria executado.
"Esta é a lei, e exigiremos a sua aplicação", disse o dirigente da extrema-direita, referindo-se à lei que prevê a pena capital para palestinianos que cometam atos considerados terroristas.
"É precisamente por isso que o Otzma Yehudit aprovou a Lei da `Pena de Morte para Terroristas`", escreveu, aludindo ao partido ultranacionalista que lidera e que integra a coligação do Governo de Netanyahu.
"O sangue judeu não é descartável. Quem assassinar um judeu enfrentará o laço do carrasco", acrescentou Ben Gvir, citado pelo jornal The Jerusalem Post.
C/Lusa