Hawai. Vulcão Kilauea voltou a entrar em erupção

O vulcão Kilauea, no Hawai, voltou a entrar em erupção esta quinta-feira com a “força total”, segundo descreveu o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A erupção não ocorreu numa zona residencial e as autoridades garantem que não existe perigo imediato para os residentes.

RTP /
EPA

A última vez que o vulcão Kilauea entrou em erupção foi em dezembro de 2020, mantendo-se em atividade durante cinco meses, até maio. Esta quinta-feira, o vulcão – um dos mais ativos no mundo – voltou a expelir lava.

“O que antes era um lago de lava em arrefecimento, é agora uma nova erupção fissural”, disse o USGS no Twitter.

Na rede social, o USGS explica que a erupção está confinada a uma cratera no cume do vulcão, apelidada de Halemaumau, devendo ficar na cratera. “As emissões de gases degradarão a qualidade do ar, mas a atividade da lava está apenas no topo [do vulcão]”, explicam.


A erupção ocorreu numa zona não residencial, estando confinada ao Parque Nacional de Vulcões do Hawai. David Phillips, um dos cientistas responsáveis pelo observatório, disse à CNN que não existe perigo imediato para os residentes. Phillips alerta, no entanto, que a atividade vulcânica pode durar meses.

O Observatório de Vulcões Havaianos do USGS aumentou o nível de alerta para “perigoso” ao início do dia depois de registar um aumento nas atividades sísmicas na noite anterior.

"O aumento da atividade sísmica e as mudanças nos padrões de deformação do solo na cúpula do Kilauea começaram a ocorrer aproximadamente ao meio-dia de 29 de setembro de 2021, indicando o movimento do magma na subsuperfície", acrescentou o USGS.


O observatório explica que esta erupção é muito semelhante a muitas outras que ocorreram no cume de Kilauea nos últimos séculos. “Até agora, de facto, é muito semelhante à erupção mais recente de dezembro de 2020 a maio de 2021. Ele está a libertar a pressão que se acumula entre as erupções - um processo muito cíclico”, explicam no Twitter.

“O vulcão entrou numa fase de atividade cíclica, não muito diferente dos anos 1950 e início dos anos 1980, com frequentes erupções. É um dos vulcões mais ativos do mundo”, explica o USGS.

Em 2018, o vulcão entrou em erupção e destruiu mais de 700 casas, o que obrigou à retirada de vários residentes.
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