Herdeiro da Samsung condenado a cinco anos de cadeia

Um tribunal da Coreia do Sul condenou Lee Jae-Yong, filho do fundador do império Samsung, a cinco anos de prisão. É mais um episódio do maior escândalo de corrupção da Ásia, que levou ao derrube da Presidente do país, Park Geun-Hye, em outubro de 2016.

Jorge Almeida - RTP /
Kim Hong-Ji - Reuters

Os procuradores pediam 12 anos de cadeia para Lee Jae-Yong, vice-presidente da Samsung Electronics, mas líder de facto desde 2014, quando o pai, Lee Kung-Hee, sofreu um ataque cardíaco. O filho do fundador do império estava acusado de corrupção, perjúrio e branqueamento de capitais.

O chamado “julgamento do século” conquistou os sul-coreanos durante os últimos meses por ser mais um capítulo de uma longa história de corrupção que levou à queda da primeira mulher Presidente do país, Park Geun-Hye, em outubro de 2016.

Dezenas de apoiantes da ex-presidente sul coreana, Park Geun-Hye, manifestaram-se à porta do tribunal de Seul. Foto: Kim Hong-Ji - Reuters

Ficou provado em tribunal que Lee Jae-Yong, de 49 anos, subornou a ex-Presidente para conseguir o apoio do Governo numa fusão, que lhe deu um maior controlo do império.

Durante o julgamento, os procuradores apresentarem Lee como um empresário experiente que sabia exatamente o que estava a fazer ao pagar dezenas de milhões de dólares a pessoas ligadas a Park Geun-Hye, que se encontra presa a aguardar julgamento.

A ex-presidente sul coreana, Park Geun-Hye, encontra-se presa a aguardar julgamento por corrupção. Foto: Kim Hong Ji - Reuters

Lee Jae-Yong negou qualquer irregularidade e os seus advogados deverão agora recorrer do veredicto.

A condenação é vista como um duro golpe para a Samsung, o maior construtor de smartphones do mundo, que vai tentar reconquistar a confiança dos consumidores com o novo Galaxy Note 8.
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