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Hillary Clinton reconheceu erro por ter usado a sua conta pessoal de email

Hillary Clinton reconheceu erro por ter usado a sua conta pessoal de email

Hillary Cinton reconheceu em conferência de imprensa que, como secretaria de Estado dos EUA, devia ter usado para a sua correspondência uma conta oficial de correio eletrónica em vez da sua conta pessoal. Clinton afirmou, contudo, que agiu por uma questão prática e garantiu que enviou a maioria dos emails para o Departamento de Estado e estes estão, por isso, seguros.

Graça Andrade Ramos, RTP /
A ex-secretaria de Estado dos EUA explicou na sede da ONU porque usou apenas uma conta de e-mail Mike Segar/Reuters

A ex-secretaria de Estado de Barack Obama e possível candidata às eleições presidenciais de 2016, explicou que "escolhi usar uma conta de email pessoal por razões práticas".

"Pensava que era mais simples ter comigo apenas um aparelho em vez de dois para o trabalho e para os meus emails pessoais", disse aos jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque.

"Olhando para trás, penso que teria sido mais avisado usar dois aparelhos desde o início" do mandato à frente do Departamento de Estado em 2009, reconheceu.

O uso do email de Clinton como secretária de Estado tem estado sob suspeita. A antiga secretaria de Estado poderá ter violado a lei federal sobre registos. Há vários dias que senadores republicanos e democratas exigiam explicações sobre a matéria.

Esta foi a primeira vez que Hillary falou sobre o assunto. Perante os jornalistas ex-secretária de Estado garantiu que "cumpriu totalmente com todas as regras que me regiam", acrescentando que "não enviei a ninguém nenhum material classificado através do meu email".O recurso a um email privado implica que as mensagens ficam arquivadas num servidor privado de Hillary Clinton em vez de num servidor governamental, dificultando o arquivamento do material enviado.

Clinton afirmou esta terça-feira que "o servidor se vai manter privado".

A ex-secretaria de Estado garante que transferiu em dezembro ao Departamento de Estado cerca de 55.000 páginas impressas de mensagens, referindo ainda que "escolhi guardar os emails privados e não os divulgar".

"Estou absolutamente convencida que tudo o que o que podia estar relacionado com trabalho está na posse do Departamento de Estado", afirmou Clinton.
Critica severas à carta de senadores ao Irão
A ex-secretária de Estado de Barack Obama questionou os objetivos da carta aberta aos dirigentes iranianos sobre o programa nuclear de Teerão assinada pela maioria dos senadores Republicanos.

Nela, 47 dos 54 senadores previnem os iranianos que só o Congresso dispõe do poder de levantar definitivamente as sanções americanas adotadas sob forma de lei nos últimos anos.

Implicitamente, a carta reflete a oposição dos Republicanos ao acordo que a Administração Obama estará a ultimar com os responsáveis de Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

"A carta recente dos senadores republicanos afastou-se das melhores tradições da administração americana e devemos questionar os objetivos desta carta", afirmou Clinton na seda da ONU em Nova Iorque.

"Ou estes senadores tentam ajudar os iranianos, ou prejudicar o comandante em chefe de um dossier diplomático onde muit oestá em jogo", refletiu a ex-secretária de Estado.

"Qualquer que seja a resposta, ela desacredita os signatários desta carta", considerou Clinton.
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