Hisséne Habré fica no Senegal até Janeiro de 2006

O ex-presidente do Chade Hisséne Habré ficará no Senegal até Janeiro de 2006, à espera que o seu caso seja analisado pela Cimeira da União Africana (UA), disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros senegalês, Cheik Tidiane Gadio.

Agência LUSA /

"Tendo em conta os argumentos de Habré e dos seus advogados, o Senegal permite que Hisséne Habré permaneça no Senegal até a União Africana tomar uma decisão", que deverá ocorrer durante a próxima cimeira da organização, a realizar em Janeiro de 2006 em Cartum, Sudão, disse o chefe da diplomacia senegalesa.

Refugiado no Senegal há 15 anos, Hisséne Habré foi detido no passado dia 15 ao abrigo de um mandado de detenção internacional emitido pela justiça belga, que reclama a sua extradição com base numa queixa apresentada em 2000 por três belgas de origem chadiana por violações de direitos humanos.

O Tribunal de Recurso de Dacar examinou o pedido de extradição e declarou sexta-feira ser incompetente para se pronunciar sobre a questão.

A justiça belga quer processar Habré por crimes contra a humanidade que alegadamente terá cometido durante os oito anos em que esteve no poder no Chade.

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