Mundo
Holanda quer enviar tropa de intervenção se ucranianos e russos deixarem
A indignação causada na Holanda pelo elevado número de vítimas holandesas no despenhamento do avião malaio leva o Governo da Haia a manifestar o seu interesse em colocar uma tropa de intervenção no local onde foram encontrados os destroços do avião. Mas só o fará se as forças presentes no terreno derem licença.
O primeiro ministro holandês Mark Rutte declarou que a presença de uma unidade militar do seu país na Ucrânia oriental, no local em que se encontram os destroços do voo MH17, teria a função de garantir as melhores condições para a investigação. Parte dos corpos das 298 vítimas mortais holandesas já foi repatriada de Charkov para Eindhoven, mas uma outra parte tem ainda de ser resgatada dos destroços.
Contudo, segundo o diário holandês Trow, o Governo holandês sublinha que só dará esse passo se ele for acolhido de forma positiva, tanto pelo Governo de Kiev, como pelos separatistas que controlam o terreno na área da catástrofe.
A identificação dos interlocutores para obter esta autorização constitui desde logo o primeiro problema da pretensão holandesa. A demissão, ontem, do Governo de Kiev não deixou um vazio de poder, mas marca o sucessor de Itseaniuk, o vice-primeiro ministro Vladimir Groisman com uma imagem de interinidade que não será certamente a mais favorável para um Governo que queira, se for o caso, dar luz verde à entrada de uma tropa estrangeira em território nacional.
Do lado oposto, o Governo parece ter mais dificuldades em contactar os rebeldes separatistas. Quem conseguiu um eco favorável, mas neste caso por parte dedo presidente russo, Valdimir Putiin, foi o primeiro ministro australiano, Tony Abbot. Ainda segundo o diário Trow, Putin concordara com a necessidade de um controlo internacional da área dos destroços, para se poder garantir a investigação.
Os separatistas, por outro lado, não se pronunciaram sobre o eventual envio de uma tropa de intervenção holandesa, e sim sobre as ideias ventiladas relativamente a um corpo policial multinacional, que garantisse a segurança do perímetro da investigação. Esse corpo incluíria nomeadamente polícias australianos.
Ao pronunciarem-se sobre a ideia, os separatistas fizeram-no, aliás, sem a rejeitarem liminarmente. Segundo Sergei Kawtaradse, da milícia pró-russa de Donetsk, "se a Malásia, a Austrália ou a Holanda se dirigirem a nós, claro que examinaremos a proposta". Assim, aproveitariam, aliás, o pedido internacional para obterem um gesto de reconhecimento como autoridades locais. Mesmo assim, foram dizendo que não poderiam garantir a segurança dos polícias enviados para garantirem a segurança dos investigadores.
Contudo, segundo o diário holandês Trow, o Governo holandês sublinha que só dará esse passo se ele for acolhido de forma positiva, tanto pelo Governo de Kiev, como pelos separatistas que controlam o terreno na área da catástrofe.
A identificação dos interlocutores para obter esta autorização constitui desde logo o primeiro problema da pretensão holandesa. A demissão, ontem, do Governo de Kiev não deixou um vazio de poder, mas marca o sucessor de Itseaniuk, o vice-primeiro ministro Vladimir Groisman com uma imagem de interinidade que não será certamente a mais favorável para um Governo que queira, se for o caso, dar luz verde à entrada de uma tropa estrangeira em território nacional.
Do lado oposto, o Governo parece ter mais dificuldades em contactar os rebeldes separatistas. Quem conseguiu um eco favorável, mas neste caso por parte dedo presidente russo, Valdimir Putiin, foi o primeiro ministro australiano, Tony Abbot. Ainda segundo o diário Trow, Putin concordara com a necessidade de um controlo internacional da área dos destroços, para se poder garantir a investigação.
Os separatistas, por outro lado, não se pronunciaram sobre o eventual envio de uma tropa de intervenção holandesa, e sim sobre as ideias ventiladas relativamente a um corpo policial multinacional, que garantisse a segurança do perímetro da investigação. Esse corpo incluíria nomeadamente polícias australianos.
Ao pronunciarem-se sobre a ideia, os separatistas fizeram-no, aliás, sem a rejeitarem liminarmente. Segundo Sergei Kawtaradse, da milícia pró-russa de Donetsk, "se a Malásia, a Austrália ou a Holanda se dirigirem a nós, claro que examinaremos a proposta". Assim, aproveitariam, aliás, o pedido internacional para obterem um gesto de reconhecimento como autoridades locais. Mesmo assim, foram dizendo que não poderiam garantir a segurança dos polícias enviados para garantirem a segurança dos investigadores.