Mundo
Homem ébrio cantou e dançou dentro do avião oficial de Merkel
O escândalo está a pôr em causa as forças de segurança alemãs, acusadas de laxismo na proteção da chanceler, nas vésperas da campanha eleitoral. O homem, de 24 anos e de origem turca, esteve sozinho várias horas dentro do avião, em finais de Julho, acabando por se barricar na zona da cabina de pilotagem. A sua presença só foi detetada quando o próprio acionou inadvertidamente um alarme ao tentar fazer descolar o Airbus 319CJ, reservado ao uso da chanceler e do Presidente alemão e guardado no sector militar do aeroporto de Colónia.
O assaltante, identificado como Volkan T., passou os controlos de segurança do sector militar dizendo primeiro aos guardas que tinha sido convidado para um casamento que se celebrava ali próximo.
De acordo com o Der Spiegel, Volkan trepou uma vedação de arame farpado, atravessou tranquilamente a pista de aterragem e acabou empoleirado na asa da aeronave da chanceler. Depois arrombou uma porta de emergência da cabine de passageiros, apesar da dos pilotos se encontrar aberta, e entrou no avião.
Tudo indica que, uma vez dentro do aparelho, o homem se despiu até ficar apenas de calções, despejou um extintor na cabina de passageiros, que inclui um escritório e uma sala de reuniões para 12 pessoas, tendo ainda dançado a seu contento, até sobre as asas do Airbus.
Bomba alada
Volkán tentou ainda descolar o avião, apesar de não possuir brevet, carregando em vários botões e movendo alavancas na cabina de comando. Contudo os circuitos eletrónicos que acionam os motores estavam desligados e, apesar dos depósitos de combustível estarem cheios, o que fazia do Airbus uma autêntica bomba alada, Volkan não conseguiu mais do que acionar um sistema de alarme que revelou a sua presença.
Só nessa altura, pelas 20:40, é que os serviços de segurança deram pelo intruso e tentaram desaloja-lo. Uma tarefa que demorou mais de quatro horas, pois Volkan fechou-se na cabina dos pilotos. Os agentes demoraram mais duas horas a desmontar a porta de segurança, de acordo com um recente relatório da polícia Federal (a Bunsdespolizei, a quem compete a segurança dos aeroportos) a que o diário regional de Bona General-Anzeiger teve acesso e que relançou o debate sobre a segurança na Alemanha. Volkan T. foi capturado quando passava já da meia-noite do dia 25 de julho e levado para um centro psiquiátrico onde permanece internado. Estava sob o efeito de marijuana e de ecstasy e foram-lhe confiscadas várias pastilhas desta droga. Volkan afirma ter tomado vários estupefacientes depois de uma discussão com a namorada e diz que não se lembra de nada do que fez nem como chegou ao avião de Angela Merkel.
Os danos causados ao avião oficial da chanceler ascenderam a 100.000 euros. O aparelho já foi testado após o assalto e está completamente operacional mas a óbvia falha das medidas de segurança acionou alarmes a vários níveis.
A pergunta que se faz é o que poderia ter sucedido se, em vez de um homem embriagado e sob o efeito de drogas, o assaltante fosse um terrorista, que tivesse colocado tranquilamente uma bomba no avião ou desviado o aparelho para o fazer despenhar-se numa zona povoada.
A Luftwaffe, a Força Aérea alemã, garante que foram revistas as normas de segurança dos aviões oficiais. Podem ter sido igualmente razões de segurança que levaram ao cancelamento da participação de Merkel num comício em Ingolstad, na Baviera, há dois dias, onde um homem, também desequilibrado, fez alguns reféns.
De acordo com o Der Spiegel, Volkan trepou uma vedação de arame farpado, atravessou tranquilamente a pista de aterragem e acabou empoleirado na asa da aeronave da chanceler. Depois arrombou uma porta de emergência da cabine de passageiros, apesar da dos pilotos se encontrar aberta, e entrou no avião.
Tudo indica que, uma vez dentro do aparelho, o homem se despiu até ficar apenas de calções, despejou um extintor na cabina de passageiros, que inclui um escritório e uma sala de reuniões para 12 pessoas, tendo ainda dançado a seu contento, até sobre as asas do Airbus.
Bomba alada
Volkán tentou ainda descolar o avião, apesar de não possuir brevet, carregando em vários botões e movendo alavancas na cabina de comando. Contudo os circuitos eletrónicos que acionam os motores estavam desligados e, apesar dos depósitos de combustível estarem cheios, o que fazia do Airbus uma autêntica bomba alada, Volkan não conseguiu mais do que acionar um sistema de alarme que revelou a sua presença.
Só nessa altura, pelas 20:40, é que os serviços de segurança deram pelo intruso e tentaram desaloja-lo. Uma tarefa que demorou mais de quatro horas, pois Volkan fechou-se na cabina dos pilotos. Os agentes demoraram mais duas horas a desmontar a porta de segurança, de acordo com um recente relatório da polícia Federal (a Bunsdespolizei, a quem compete a segurança dos aeroportos) a que o diário regional de Bona General-Anzeiger teve acesso e que relançou o debate sobre a segurança na Alemanha. Volkan T. foi capturado quando passava já da meia-noite do dia 25 de julho e levado para um centro psiquiátrico onde permanece internado. Estava sob o efeito de marijuana e de ecstasy e foram-lhe confiscadas várias pastilhas desta droga. Volkan afirma ter tomado vários estupefacientes depois de uma discussão com a namorada e diz que não se lembra de nada do que fez nem como chegou ao avião de Angela Merkel.
Os danos causados ao avião oficial da chanceler ascenderam a 100.000 euros. O aparelho já foi testado após o assalto e está completamente operacional mas a óbvia falha das medidas de segurança acionou alarmes a vários níveis.
A pergunta que se faz é o que poderia ter sucedido se, em vez de um homem embriagado e sob o efeito de drogas, o assaltante fosse um terrorista, que tivesse colocado tranquilamente uma bomba no avião ou desviado o aparelho para o fazer despenhar-se numa zona povoada.
A Luftwaffe, a Força Aérea alemã, garante que foram revistas as normas de segurança dos aviões oficiais. Podem ter sido igualmente razões de segurança que levaram ao cancelamento da participação de Merkel num comício em Ingolstad, na Baviera, há dois dias, onde um homem, também desequilibrado, fez alguns reféns.