Mundo
Homicídio de três israelitas desencadeia onda de vingança
O rapto e homicídio de três jovens israelitas próximo da localidade de Hebron, nos territórios ocupados da Cisjordânia, está a suscitar uma onda de vingança que resultou no sequestro e morte de um rapaz palestiniano de 17 anos em Jerusalém ocidental. O jovem terá sido levado do sector de maioria árabe da cidade e encontrado morto, horas depois, na parte oeste, controlada por Israel.
De acordo com relatos de algumas testemunhas, o jovem de 17 anos terá sido obrigado a entrar num carro contra a sua vontade. A parte palestiniana fala de um ato de vingança pelas mortes dos três jovens israelitas, cujos corpos foram encontrados na segunda-feira.
A 12 de junho, esses três israelitas foram sequestrados quando pediam boleia próximo do seu colonato, nos territórios ocupados da Palestina. Os corpos apenas foram encontrados dezoito dias depois, suscitando uma forte reação da comunidade israelita. Logo na noite de segunda-feira e durante parte da madrugada de terça, o Exército e a Força Aérea de Israel levaram a cabo uma operação contra a localidade de Hebron.
Hebron foi alvo de bombardeamentos, nomeadamente as habitações que Telavive garante pertencerem a membros do Hamas envolvidos na morte dos três palestinianos.
No dia seguinte, logo após os funerais, grupos de jovens israelitas percorreram as ruas de Jerusalém ocidental, incitando a população a retaliar contra os palestinianos na mesma medida. Integrando crianças nas suas hostes, os grupos percorreram as ruas da cidade entoando cânticos de “morte aos árabes”.
"Multidão em fúria"
De acordo como o diário israelita Yediot Aharonot, os ânimos descontrolados dos jovens israelitas obrigaram a polícia a intervir para evitar que oito palestinianos fossem linchados em plena rua. As autoridades acabariam por deter pelo menos 47 pessoas por “desordem pública, tentativa de agressão a grupos da minoria árabe e agressão à polícia”.
Ainda de acordo com o artigo do Yediot, “um árabe foi libertado pela polícia das mãos de uma multidão em fúria” e “um grupo de trabalhadores árabes foi atacado por grupos israelitas”.
Mas não é apenas nas ruas que se ouvem os apelos à vingança. Esta terça-feira, Naftali Bennett, ministro da Economia de Benjamin Netanyahu, chegou a sugerir a execução de prisioneiros palestinianos como retaliação pela morte dos três jovens. Foi
Já durante a manhã Bennett, que é também líder dos ultranacionalistas do Bait Yehudi, lamentara que a operação israelita em Hebron tenha sido tão “débil, uma autêntica desgraça”. A operação militar israelita dividiu o gabinete de Netanyahu, com as vozes mais radicais a terem a oposição do chefe das Forças Armadas. Benny Gantz pedia uma abordagem “sã e moderada”, numa cisão assinalada pela edição online do diário Haaretz.
A 12 de junho, esses três israelitas foram sequestrados quando pediam boleia próximo do seu colonato, nos territórios ocupados da Palestina. Os corpos apenas foram encontrados dezoito dias depois, suscitando uma forte reação da comunidade israelita. Logo na noite de segunda-feira e durante parte da madrugada de terça, o Exército e a Força Aérea de Israel levaram a cabo uma operação contra a localidade de Hebron.
Hebron foi alvo de bombardeamentos, nomeadamente as habitações que Telavive garante pertencerem a membros do Hamas envolvidos na morte dos três palestinianos.
No dia seguinte, logo após os funerais, grupos de jovens israelitas percorreram as ruas de Jerusalém ocidental, incitando a população a retaliar contra os palestinianos na mesma medida. Integrando crianças nas suas hostes, os grupos percorreram as ruas da cidade entoando cânticos de “morte aos árabes”.
"Multidão em fúria"
De acordo como o diário israelita Yediot Aharonot, os ânimos descontrolados dos jovens israelitas obrigaram a polícia a intervir para evitar que oito palestinianos fossem linchados em plena rua. As autoridades acabariam por deter pelo menos 47 pessoas por “desordem pública, tentativa de agressão a grupos da minoria árabe e agressão à polícia”.
Ainda de acordo com o artigo do Yediot, “um árabe foi libertado pela polícia das mãos de uma multidão em fúria” e “um grupo de trabalhadores árabes foi atacado por grupos israelitas”.
Mas não é apenas nas ruas que se ouvem os apelos à vingança. Esta terça-feira, Naftali Bennett, ministro da Economia de Benjamin Netanyahu, chegou a sugerir a execução de prisioneiros palestinianos como retaliação pela morte dos três jovens. Foi
Já durante a manhã Bennett, que é também líder dos ultranacionalistas do Bait Yehudi, lamentara que a operação israelita em Hebron tenha sido tão “débil, uma autêntica desgraça”. A operação militar israelita dividiu o gabinete de Netanyahu, com as vozes mais radicais a terem a oposição do chefe das Forças Armadas. Benny Gantz pedia uma abordagem “sã e moderada”, numa cisão assinalada pela edição online do diário Haaretz.