Hong Kong tem 1,3 milhões de pobres

Hong Kong, China, 29 set (Lusa) -- Hong Kong, uma das cidades mais ricas do mundo, reconheceu, pela primeira vez o problema de pobreza na Região, declarando 1,3 milhões de pessoas como pobres.

Lusa /

O número das pessoas que estão abaixo da linha de pobreza cai, no entanto, para 1,01 milhões após o pagamento dos subsídios de assistência social previstos nas leis da antiga colónia britânica.

Numa intervenção na cimeira especial sobre pobreza realizada sexta-feira e hoje descrita no diário South China Morning Post, o chefe do Executivo, C. Y. Leung, garantiu "não ter medo de tomar decisões difíceis" para resolver o problema.

De acordo com as estatísticas oficiais, 19,6 % da população da cidade - estimada em cerca de sete milhões - está classificada como pobre, número que cai para 15,2 % após a atribuição dos subsídios governamentais.

Por outro lado, mais de metade das pessoas abaixo da linha de pobreza têm, em casa, um ou mais trabalhadores a tempo inteiro e um em cada três idosos, num total estimado em 296.600 pessoas, são pobres.

Uma pessoa que tenha um vencimento ou apoios abaixo de 3.600 dólares de Hong Kong (cerca de 360 euros) mensalmente é considerada pobre.

O secretário-chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor, garantiu também que serão lançadas políticas de ajuda às famílias mais carentes, nomeadamente aos trabalhadores pobres e famílias com crianças.

 

 

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