"Hotel" flutuante no Mar do Norte evacuado após ameaça de bomba

Um alerta de segurança foi activado este domingo numa plataforma do Mar do Norte, depois de uma falsa ameaça de bomba. A mulher que terá lançado a ameaça foi transportada para terra pela polícia britânica.

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As autoridades encaram o incidente como falso alarme RTP

O Governo britânico destacou 14 helicópteros da Força Aérea para as operações de evacuação de um total de 539 operários. Foi também enviado para o local um avião de reconhecimento Nimrod.

As operações envolveram meios da polícia, do exército e da guarda costeira.

O Ministério da Defesa chegou a ordenar o envio de uma equipa de peritos em explosivos. No entanto, acabaria por anular a medida.

A plataforma em causa, denominada Safe Scandinavia, fica a cerca de 250 quilómetros a Norte da cidade escocesa de Aberdeen. A estrutura funciona como base de apoio para alojamento de trabalhadores das petrolíferas que operam no Mar do Norte e não tem petróleo.

Ao início da tarde de domingo, um porta-voz da guarda costeira de Aberdeen, citado pela BBC, afirmava tratar-se de um alerta “em larga escala” que envolvia duas plataformas, embora as operações de evacuação estivessem a ser orientadas para apenas uma das estruturas. Os operários foram transportados para outras plataformas do Mar do Norte.

Barry Nealson, chefe de um esquadrão da Força Aérea estacionado na base de Kinloss, Norte da Escócia, descreveu o incidente como “pouco habitual”. “Mas faz parte dos nossos procedimentos operacionais normais e actuamos de forma apropriada”, frisou, em declarações à BBC.

Falso alarme

A ameaça de bomba terá sido lançada por uma jovem britânica de 23 anos que se encontrava na plataforma. A mulher foi entretanto transportada de helicóptero para terra.

Ao mesmo tempo, tinham início as operações para fazer regressar à plataforma os mais de 500 funcionários que haviam sido evacuados.

A Britannia Operator Limited, empresa proprietária da plataforma Safe Scandinavia, já abriu um inquérito ao sucedido.

O sindicalista Jake Molloy afirmou, em declarações à Sky News, que as medidas de segurança implementadas nas deslocações para aquelas estruturas dificilmente possibilitariam a passagem de quaisquer engenhos explosivos.
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