Ian Paisley pede a Blair sanções contra Sinn Fein
O líder do Partido Democrático Unionista (DUP) pediu hoje ao primeiro-ministro britânico sanções contra o Sinn Fein depois de a polícia ter acusado o IRA de roubar 38 milhões de euros de um banco de Belfast.
Paisley reuniu-se em Downing Street com Bair, depois de sexta-feira a polícia da Irlanda do Norte ter atribuído ao Exército Republicano Irlandês (IRA) a autoria do roubo de uma sucursal do Northern Bank a 20 de Dezembro, um dos mais importantes registados no Reino Unido.
"Tem que haver sanções", afirmou Paisley, que apresentará na próxima semana ao governo britânico um plano que pormenoriza as propostas do seu partido sobre como avançar com o processo político no Ulster.
Em declarações aos jornalistas, Ian Paisley criticou que o ministro britânico para o Ulster, Paul Murphy, não tenha ido suficientemente longe na declaração feita perante a Câmara dos Comuns.
Murphy, que concordou com a tese policial que culpa o IRA do roubo, declarou-se incapaz de prever "com certeza quando será possível restabelecer um governo de poder partilhado" que inclua o Sinn Fein, braço político do IRA e primeiro partido católico da Irlanda do Norte, mas não anunciou quaisquer sanções contra a segunda formação da província. O processo de paz corre sério "perigo", afirmou.
Nas duas próximas semanas, Murphy vai avistar-se com os partidos do Ulster para falar das possíveis sanções contra o Sinn Fein.
Embora o Sinn Fein tenha negado qualquer implicação do IRA, os partidos unionistas exigiram ao governo britânico que exclua o partido republicano das instituições da Irlanda do Norte.
"A polícia tem razão e foi confirmado por Dublin", indicou Paisley, que sublinhou a importância de que o primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, tenha aceite a teoria da polícia da Irlanda do Norte.
Três meses de conversações intensivas no final de 2004 entre Londres, Dublin e os partidos da Irlanda do Norte não foram suficientes para dar uma solução final para os problemas políticos da província.
Os acordos de paz de Abril de 1998 prevêem a constituição de um governo e parlamento em que o poder será partilhado por católicos e protestantes.