Idai. 493 vítimas mortais da tempestade que atingiu Moçambique

Continua a aumentar o número de vítimas mortais do ciclone que atingiu Moçambique. Os últimos dados revelados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades do país indicam que 493 pessoas morreram por causa da tempestade.

Alexandre Brito - RTP /
Amélia Jose Alberto, de 28 anos, tem ao colo Lurdes Mussa, com 5. A casa onde viviam, na Beira, ficou destruída EPA

Os dados oficiais revelam que quase um milhão de pessoas foram afetadas pelo Idai - 839748. São mais de 168 mil famílias que sofreram e estão a sofrer os efeitos do ciclone.

Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique há 1523 pessoas que ficaram feridas, sendo que, ao todo, foram salvas 140784.

Números que foram confirmados em entrevista à Antena 1 pelo ministro do Ambiente e da Terra de Moçambique, Celso Correia.

Os números da devastação que a tempestade deixou para trás são impressionantes. Mais de 15 mil casas ficaram inundadas, 55463 totalmente destruídas e 28070 parcialmente destruídas.

Em conferência de imprensa, esta quinta-feira, o presidente de Moçambique agradeceu a ajuda que está a chegar ao país e chamou heróis aos especialistas que estão a salvar vidas.

Depois da tempestade... as doenças
As autoridades estão agora particularmente preocupadas com as doenças que rapidamente se espalham pelo país, em particular na Beira, na sequência da tempestade.

O número oficial de casos de coléra na capital da província moçambicana de Sofala é agora de 139, disse esta quinta-feira o diretor nacional de Saúde de Moçambique, Ussein Isse.

Mas, como contou em direto no Telejornal da RTP a enviada-especial da RTP, Cândida Pinto, é difícil ter uma avaliação clara desta epidemia. Há uma enorme preocupação sobre o que pode acontecer nos próximos dias dada a forma galopante como os números de cólera passaram de 5 para 139 em tão pouco tempo. Para além de que há 2500 caoss de diarreia que se poderão tornar em casos de cólera.

Ainda ontem, na reportagem do enviado especial da Antena 1 a Moçambique, José Manuel Rosendo contava que no Centro de Saúde da Munhava, na cidade da Beira, as Organizações não Governamentais que estão no terreno falam já em centenas de casos de cólera.
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