Mundo
Incêndio consome edifício da embaixada portuguesa em Estocolmo
Um incêndio deflagrou esta quarta-feira no edifício que alberga a embaixada de Portugal na capital da Suécia, onde funcionam igualmente as representações diplomáticas da Argentina e da Tunísia. As autoridades suecas fizeram uma detenção. O suspeito exigiu falar com o responsável pela secção consular alegando "problemas de tráfico de seres humanos em Portugal".
O ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu que ocorreu “um incidente grave” na embaixada de Portugal em Estocolmo, por volta das 11h50 locais.
Augusto Santos Silva referiu ainda que o número de feridos não é certo e que, de acordo com a informação que recebeu através da representação portuguesa, não haverá vítimas entre os elementos que trabalham na embaixada.
Na conta da Radio Sweden no Twitter podia ler-se, ao início da tarde, que estava "em curso um grande incêndio na embaixada de Portugal em Estocolmo" e que pelo menos 14 pessoas haviam ficado feridas, acrescentando que as chamas mobilizavam 60 a 70 bombeiros.
"Cerca de 14 pessoas foram afetadas pelo fogo, sem problemas graves, apenas inalação de fumo e pequenos ferimentos", referiu Kjell Lindgren, o porta-voz da polícia de Estocolmo, em declarações ao jornal The Local.
Entretanto, a mesma conta revelava, pouco depois das 14h00 locais (menos uma hora em Lisboa), que as autoridades fizeram uma detenção relacionada com o caso no centro da cidade de Estocolmo. O homem é suspeito de ter iniciado o incêndio no edifício onde funciona a representação portuguesa na Suécia.
Em conferência de imprensa, Augusto Santos Silva reconstituiu como tudo se passou com base em informações transmitidas por funcionários da representação portuguesa daquele país. Um homem “de grande envergadura física” que aparentava estar “muito perturbado”, entrou na secção consular em Estocolmo e exigiu ser recebido pelo responsável.
Exprimindo-se em espanhol, mas também em inglês, o homem fez referência a “alegados problemas de tráfico de seres humanos em Portugal”, revelou o MNE português.
O responsável da secção consular foi chamado pelos funcionários mas, antes que pudesse atender o indivíduo, este abandonou a sala atirando com um objeto inflamável que ainda não foi identificado, mas que fez deflagrar o incêndio naquelas instalações.
De imediato, os bombeiros chegaram “muito rapidamente” e a embaixada foi evacuada, assim como todo o edifício, onde estão as embaixadas da Argentina, havendo também apartamentos de habitação. O ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu que mais ninguém estava a ser atendido naquele momento.
Augusto Santos Silva agradeceu às autoridades suecas a "prontidão" com que reagiram em resposta a este incidente, que considerou um ato "criminoso" e "tresloucado", levado a cabo por "uma pessoa que estava perturbada". O ministro descartou a hipótese de terrorismo, considerando que se tratou de um incidente "isolado", circunscrito à secção consular, de uma pessoa "cujo móbil ainda não conhecemos".
"As palavras que proferiu não têm, para nós, nenhum sentido. Portugal não tem nenhum problema de tráfico de seres humanos", disse ainda o chefe da diplomacia portuguesa, em resposta aos jornalistas.
Augusto Santos Silva referiu ainda que o número de feridos não é certo e que, de acordo com a informação que recebeu através da representação portuguesa, não haverá vítimas entre os elementos que trabalham na embaixada.
Na conta da Radio Sweden no Twitter podia ler-se, ao início da tarde, que estava "em curso um grande incêndio na embaixada de Portugal em Estocolmo" e que pelo menos 14 pessoas haviam ficado feridas, acrescentando que as chamas mobilizavam 60 a 70 bombeiros.
"Cerca de 14 pessoas foram afetadas pelo fogo, sem problemas graves, apenas inalação de fumo e pequenos ferimentos", referiu Kjell Lindgren, o porta-voz da polícia de Estocolmo, em declarações ao jornal The Local.
Entretanto, a mesma conta revelava, pouco depois das 14h00 locais (menos uma hora em Lisboa), que as autoridades fizeram uma detenção relacionada com o caso no centro da cidade de Estocolmo. O homem é suspeito de ter iniciado o incêndio no edifício onde funciona a representação portuguesa na Suécia.
Police have just arrested a man in central Stockholm. He is suspected of starting a major fire affecting the Portugese, Tunisian and Argentinian embassies (TT) pic.twitter.com/kn8ySM9C4Q
— Radio Sweden (@radiosweden) 4 de abril de 2018
Em conferência de imprensa, Augusto Santos Silva reconstituiu como tudo se passou com base em informações transmitidas por funcionários da representação portuguesa daquele país. Um homem “de grande envergadura física” que aparentava estar “muito perturbado”, entrou na secção consular em Estocolmo e exigiu ser recebido pelo responsável.
Exprimindo-se em espanhol, mas também em inglês, o homem fez referência a “alegados problemas de tráfico de seres humanos em Portugal”, revelou o MNE português.
O responsável da secção consular foi chamado pelos funcionários mas, antes que pudesse atender o indivíduo, este abandonou a sala atirando com um objeto inflamável que ainda não foi identificado, mas que fez deflagrar o incêndio naquelas instalações.
De imediato, os bombeiros chegaram “muito rapidamente” e a embaixada foi evacuada, assim como todo o edifício, onde estão as embaixadas da Argentina, havendo também apartamentos de habitação. O ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu que mais ninguém estava a ser atendido naquele momento.
Augusto Santos Silva agradeceu às autoridades suecas a "prontidão" com que reagiram em resposta a este incidente, que considerou um ato "criminoso" e "tresloucado", levado a cabo por "uma pessoa que estava perturbada". O ministro descartou a hipótese de terrorismo, considerando que se tratou de um incidente "isolado", circunscrito à secção consular, de uma pessoa "cujo móbil ainda não conhecemos".
"As palavras que proferiu não têm, para nós, nenhum sentido. Portugal não tem nenhum problema de tráfico de seres humanos", disse ainda o chefe da diplomacia portuguesa, em resposta aos jornalistas.