Mundo
Incêndio em bar na Suíça. MNE confirma uma portuguesa ferida
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que existe uma portuguesa ferida na sequência de um incêndio num bar em Crans-Montana. O Governo está ainda a confirmar se outra portuguesa dada como desaparecida é uma das vítimas.
(em atualização)
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta sexta-feira à RTP que há uma mulher de nacionalidade portuguesa entre os feridos no incêndio num bar da Suíça na passagem de ano.
Há ainda uma portuguesa dada como desaparecida na zona da estância. O Governo está neste momento a aguardar que as autoridades suíças confirmem se é uma das vítimas do bar.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou à RTP que há “uma portuguesa ferida” que está hospitalizada e que há uma outra que “está desaparecida”, embora ainda não se saiba se desapareceu em consequência deste “gravíssimo incidente”.
"Temos a informação já confirmada de que há uma portuguesa ferida, que está internada no hospital de Sion, e que há uma outra portuguesa dada como desaparecida, mas essa ainda não podemos relacionar com este gravíssimo incidente - mas que poderá estar, de facto, entre as vítimas", afirmou Emídio Sousa.
Quanto à cidadã desaparecida, o secretário de Estado garantiu que "os serviços consulares estão a fazer vários contactos", não havendo ainda nenhuma informação. A portuguesa foi dada desaparecida após os serviços governamentais terem criado uma linha de contactos para familiares ou amigos poderem sinalizar alegados desaparecidos e os serviços poderem rastrear os casos.
As vítimas do incêndio que deflagrou num bar na Suíça, na noite de passagem de ano, estão, muitas delas, "irreconhecíveis", o que levou à necessidade de criar linhas para identificar desaparecidos.
"Foi nos sinalizado o desaparecimento desta pessoa. Pode ou não ter a ver. É uma probabilidade. Temos de aguardar", acrescentou o secretário de Estado, adiantando que não se sabe se esta cidadã estava na estância de ski ou em outro sítio.
As vítimas do incêndio que deflagrou num bar na Suíça, na noite de passagem de ano, estão, muitas delas, "irreconhecíveis", o que levou à necessidade de criar linhas para identificar desaparecidos.
"Foi nos sinalizado o desaparecimento desta pessoa. Pode ou não ter a ver. É uma probabilidade. Temos de aguardar", acrescentou o secretário de Estado, adiantando que não se sabe se esta cidadã estava na estância de ski ou em outro sítio.
À agência Lusa, uma fonte oficial do MNE indicou que ainda se desconhece o estado de saúde da portuguesa ferida, devendo durante esta tarde obter-se mais detalhes.
O chefe da polícia do Valais, Frédéric Gisler, avançou esta sexta-feira que já foram identificados 113 dos 119 feridos no incêndio no bar Constellation, na estância de esqui suíça de Crans-Montana.
Entre os feridos identificados até ao momento estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, assim como um cidadão de Portugal, um da Bósnia, um da Bélgica, um do Luxemburgo e um da Polónia.
Frédéric Gisler adiantou ainda que o número de mortos, até ao momento, se mantém em 40 e que está em curso a identificação dos mesmos.
As autoridades continuam em busca de desaparecidos.
Incêndio aparentemente causado por engenhos pirotécnicos
A procuradora-geral de Valais, Beatrice Pilloud, avançou esta tarde que o incêndio parece ter começado com dispositivos pirotécnicos “colocados em garrafas de champanhe que foram aproximadas do teto”.
“Tudo nos leva a acreditar que o incêndio foi causado por velas de faíscas ou dispositivos pirotécnicos que foram colocados em garrafas de champanhe que se aproximaram muito do teto”, explicou.
“A partir daí, o incêndio alastrou-se muito rapidamente”, adiantou, acrescentando que as autoridades analisaram vários vídeos, entrevistaram diversas pessoas e elaboraram relatórios.
A procuradora-geral de Valais, Beatrice Pilloud, avançou esta tarde que o incêndio parece ter começado com dispositivos pirotécnicos “colocados em garrafas de champanhe que foram aproximadas do teto”.
“Tudo nos leva a acreditar que o incêndio foi causado por velas de faíscas ou dispositivos pirotécnicos que foram colocados em garrafas de champanhe que se aproximaram muito do teto”, explicou.
“A partir daí, o incêndio alastrou-se muito rapidamente”, adiantou, acrescentando que as autoridades analisaram vários vídeos, entrevistaram diversas pessoas e elaboraram relatórios.
A responsável adiantou que os próximos passos da investigação irão centrar-se “no trabalho realizado no interior do bar, nos materiais utilizados, nas licenças de funcionamento e nas medidas de segurança”, nomeadamente extintores, saídas de emergência e recursos para combater incêndios.
Será também investigado se o número de pessoas no local estava dentro do limite de pessoas que o bar estava autorizado a receber.
Será também investigado se o número de pessoas no local estava dentro do limite de pessoas que o bar estava autorizado a receber.