Mundo
Incêndios em Israel obrigam a deslocar 280 mil pessoas
A cidade de Haifa, no norte de Israel, é assolada desde terça-feira por incêndios de grandes proporções. As chamas foram intensificadas por ventos fortes. Mas as autoridades suspeitam da atuação de pirómanos.
Nos últimos três dias, a região de Haifa tem enfrentado a deflagração de uma série de incêndios, que já danificaram florestas, habitações, universidades, escolas, prisões e bairros comunitários, obrigado a retirar 280 mil pessoas.Haifa é uma cidade costeira, judaico-árabe, no norte do Estado hebraico.
Citado pelo jornal The Times of Israel, o chefe dos bombeiros da cidade explicou a necessidade de se colocar os residentes num “local seguro”, como auditórios e estádios, para abrigo temporário.
Israel tem contado com ajuda internacional, pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Países como a Rússia, Croácia, Chipre, Grécia e Turquia têm enviado meios aéreos. O Governo israelita aguarda agora pelo auxílio dos Estados Unidos, materializado no envio de um avião pesado Super Tanker.
De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, o ministro de Segurança Pública de Israel estimou que a maioria dos fogos tenha resultado de ações pirómanas. Gilad Erdan instruiu a polícia a concentrar esforços na procura de estímulos a este tipo de atividades nas redes sociais.
Também o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, num comunicado à imprensa, atribuiu aos incêndios causas “naturais e não naturais”, explicitando que “qualquer incêndio por incitação é terrorismo em todos os sentidos da palavra”.
O conflito israelo-palestiniano
Apesar da suspeita de atuações criminosas na origem dos incêndios, as autoridades israelitas foram cautelosas na atribuição de culpa. Erdan referiu inclusive a detenção de judeus extremistas com tendências incendiárias já em 2015.
Por outro lado, o New York Times avança com a informação de que algumas agências noticiosas rotularam os acontecimentos como uma nova intifada, aludindo a um levante palestino de motivações nacionalistas.
Líderes árabes em Israel protestaram contra estas acusações, lembrando que também o seu território se encontrava ameaçado: 1/5 da população do Estado hebraico partilha da herança cultural árabe.
Ayman Odeh, membro árabe do Parlamento israelita, acrescentou que todas estas atividades são “crimes prejudiciais” cujos responsáveis devem ser considerados “inimigos de todos”. Ahmad Tibi, outro árabe na Assembleia Parlamentar, incentivou a população a “juntar as mãos para superar o fogo”, num post partilhado no Twitter.
No entanto, o New York Times refere comemorações palestinianas publicadas nas redes sociais. Mensagens de congratulação aos incendiários e de atribuição divina ao flagelo surgiram no Facebook.
Citado pelo jornal The Times of Israel, o chefe dos bombeiros da cidade explicou a necessidade de se colocar os residentes num “local seguro”, como auditórios e estádios, para abrigo temporário.
Israel tem contado com ajuda internacional, pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Países como a Rússia, Croácia, Chipre, Grécia e Turquia têm enviado meios aéreos. O Governo israelita aguarda agora pelo auxílio dos Estados Unidos, materializado no envio de um avião pesado Super Tanker.
De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, o ministro de Segurança Pública de Israel estimou que a maioria dos fogos tenha resultado de ações pirómanas. Gilad Erdan instruiu a polícia a concentrar esforços na procura de estímulos a este tipo de atividades nas redes sociais.
Também o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, num comunicado à imprensa, atribuiu aos incêndios causas “naturais e não naturais”, explicitando que “qualquer incêndio por incitação é terrorismo em todos os sentidos da palavra”.
O conflito israelo-palestiniano
Apesar da suspeita de atuações criminosas na origem dos incêndios, as autoridades israelitas foram cautelosas na atribuição de culpa. Erdan referiu inclusive a detenção de judeus extremistas com tendências incendiárias já em 2015.
Por outro lado, o New York Times avança com a informação de que algumas agências noticiosas rotularam os acontecimentos como uma nova intifada, aludindo a um levante palestino de motivações nacionalistas.
Líderes árabes em Israel protestaram contra estas acusações, lembrando que também o seu território se encontrava ameaçado: 1/5 da população do Estado hebraico partilha da herança cultural árabe.
Ayman Odeh, membro árabe do Parlamento israelita, acrescentou que todas estas atividades são “crimes prejudiciais” cujos responsáveis devem ser considerados “inimigos de todos”. Ahmad Tibi, outro árabe na Assembleia Parlamentar, incentivou a população a “juntar as mãos para superar o fogo”, num post partilhado no Twitter.
No entanto, o New York Times refere comemorações palestinianas publicadas nas redes sociais. Mensagens de congratulação aos incendiários e de atribuição divina ao flagelo surgiram no Facebook.