Mundo
Indonésia quer usar castração química para acabar com pedofilia
Joko Widodo, Presidente indonésio, contou à estação britânica BBC que pretende erradicar a pedofilia no país. Uma nova lei permitirá usar químicos para reduzir o desejo sexual dos autores de crimes sexuais infligidos a menores.
Apesar de afirmar que a Indonésia respeita os Direitos Humanos, Widodo acredita na necessidade de punir quem pratique crimes de pedofilia. O Parlamento passou, recentemente, leis polémicas que permitem a castração química, a definição de uma sentença mínima e a execução de pedófilos.
A castração química consiste na administração de hormonas femininas a homens, reduzindo assim o desejo sexual e a libido sem que seja necessária a remoção de órgãos. A prática é já utilizada em países como a Polónia, Coreia do Sul, Rússia e alguns Estados norte-americanos.
Segundo o Presidente da Indonésia, “a castração química reduzirá os crimes sexuais e estes serão extintos ao fim de algum tempo”.
No entanto, as leis foram já alvo de críticas por parte de grupos defensores dos Direitos Humanos que afirmam que a violência não é a solução para os crimes de violação.
"Não irá curar a pedofilia"
Também a Associação de Médicos da Indonésia se opôs à castração, afirmando que esta viola princípios éticos. Prijo Sidipratomo, presidente da Comissão de Ética da associação, afirma que esta castração não funcionará e “não irá curar a pedofilia”.
O presidente da Comissão de Ética alerta ainda para o juramento que todos os médicos fazem ao entrar para a profissão e que dita que nunca farão nada para prejudicar outro ser humano.
“Um criminoso que receba estes químicos enquanto estiver preso pode reverter o processo através de terapia de hormonas quando sair”, continua Sidipratomo.
“A castração química não é completamente irreversível, portanto não é eficaz”.
Azriana Manalu, presidente da Comissão Nacional para Mulheres (NCW), também discorda das novas leis e afirma que a castração química é um procedimento muito caro, pelo que o “dinheiro deveria antes ser gasto em serviços de apoio às vítimas”, algo que seria mais eficaz.
As novas leis ditam ainda que os pedófilos serão sujeitos a um mínimo de dez anos de prisão e que poderão ser condenados à morte.
A decisão surge meses após a violação e homicídio de uma rapariga de 14 anos por um gangue numa aldeia em Bengkulu, na Indonésia, em abril deste ano.
A castração química consiste na administração de hormonas femininas a homens, reduzindo assim o desejo sexual e a libido sem que seja necessária a remoção de órgãos. A prática é já utilizada em países como a Polónia, Coreia do Sul, Rússia e alguns Estados norte-americanos.
Segundo o Presidente da Indonésia, “a castração química reduzirá os crimes sexuais e estes serão extintos ao fim de algum tempo”.
No entanto, as leis foram já alvo de críticas por parte de grupos defensores dos Direitos Humanos que afirmam que a violência não é a solução para os crimes de violação.
"Não irá curar a pedofilia"
Também a Associação de Médicos da Indonésia se opôs à castração, afirmando que esta viola princípios éticos. Prijo Sidipratomo, presidente da Comissão de Ética da associação, afirma que esta castração não funcionará e “não irá curar a pedofilia”.
O presidente da Comissão de Ética alerta ainda para o juramento que todos os médicos fazem ao entrar para a profissão e que dita que nunca farão nada para prejudicar outro ser humano.
“Um criminoso que receba estes químicos enquanto estiver preso pode reverter o processo através de terapia de hormonas quando sair”, continua Sidipratomo.
“A castração química não é completamente irreversível, portanto não é eficaz”.
Azriana Manalu, presidente da Comissão Nacional para Mulheres (NCW), também discorda das novas leis e afirma que a castração química é um procedimento muito caro, pelo que o “dinheiro deveria antes ser gasto em serviços de apoio às vítimas”, algo que seria mais eficaz.
As novas leis ditam ainda que os pedófilos serão sujeitos a um mínimo de dez anos de prisão e que poderão ser condenados à morte.
A decisão surge meses após a violação e homicídio de uma rapariga de 14 anos por um gangue numa aldeia em Bengkulu, na Indonésia, em abril deste ano.