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Interpol emite mandado de captura para mulher de diplomata dos EUA em Londres
A Interpol emitiu um mandado de detenção para Anne Sacoolas, antiga agente da CIA e mulher de um diplomata norte-americano. Sacoolas é procurada na Grã-Bretanha por um acidente rodoviário que provocou a morte de um adolescente.
O canal televisivo britânico ITV anunciou na segunda-feira que a Interpol emitiu um alerta vermelho para Anne Sacoolas, antiga agente da CIA e esposa de um funcionário do Governo norte-americano.
Sacoolas, de 42 anos, foi acusada da morte de Harry Dunn, de 19 anos, em dezembro de 2019, durante um acidente rodoviário no Reino Unido, por “condução perigosa”. Sacoolas admitiu que estava a dirigir na direção contrária na altura do acidente.
Em janeiro deste ano, os Estados Unidos rejeitaram o pedido formal da Grã-Bretanha para a extradição de Anne Sacoolas, argumentando que antiga agente da CIA beneficiava de imunidade diplomática e que extraditá-la estabeleceria, por isso, “um precedente extraordinariamente preocupante”. Esta rejeição por parte de Washington foi o ponto de partida para os conflitos com Londres que viriam a surgir.
De acordo com o meio de comunicação russo RT, um e-mail foi enviado à família de Harry Dunn, a vítima de nacionalidade britânica, a informar que Sacoolas é “procurada internacionalmente”, negando que a mulher beneficiasse de imunidade diplomática na altura do acidente e afirmando que por isso “poderá ser detida caso tente sair dos EUA”.
O Governo britânico continua a defender que Sacoolas seja julgada na Grã-Bretanha pelo acidente que decorreu em agosto de 2019. O porta-voz do primeiro-ministro britânico Boris Johnson reiterou as críticas a Washington por se recusar a extraditar Sacoolas, argumentando que se trata de uma “negação da justiça”.
"Ela deveria regressar ao Reino Unido, deixamos isso claro para os EUA, incluindo o primeiro-ministro ao presidente Trump", asseverou o porta-voz.
Sacoolas, de 42 anos, foi acusada da morte de Harry Dunn, de 19 anos, em dezembro de 2019, durante um acidente rodoviário no Reino Unido, por “condução perigosa”. Sacoolas admitiu que estava a dirigir na direção contrária na altura do acidente.
O acidente tornou-se um caso internacional depois de os Estados Unidos terem aconselhado e alegadamente auxiliado Sacoolas a sair do Reino Unido. A norte-americana disse na altura que “não regressaria voluntariamente” para o Reino Unido e referiu-se à morte do adolescente como um “acidente terrível, mas não intencional”. Segundo a Interpol, um alerta vermelho consiste numa “solicitação para a
aplicação da lei em todo o mundo para localizar e deter provisoriamente
uma pessoa que aguarda extradição, rendição ou uma ação legal
semelhante”.
De acordo com o meio de comunicação russo RT, um e-mail foi enviado à família de Harry Dunn, a vítima de nacionalidade britânica, a informar que Sacoolas é “procurada internacionalmente”, negando que a mulher beneficiasse de imunidade diplomática na altura do acidente e afirmando que por isso “poderá ser detida caso tente sair dos EUA”.
O Governo britânico continua a defender que Sacoolas seja julgada na Grã-Bretanha pelo acidente que decorreu em agosto de 2019. O porta-voz do primeiro-ministro britânico Boris Johnson reiterou as críticas a Washington por se recusar a extraditar Sacoolas, argumentando que se trata de uma “negação da justiça”.
"Ela deveria regressar ao Reino Unido, deixamos isso claro para os EUA, incluindo o primeiro-ministro ao presidente Trump", asseverou o porta-voz.