Intervenção militar arrancou na madrugada de 20 de Março de 2003
Lisboa, 20 Mar (Lusa) - Fez na madrugada de hoje cinco anos que uma força de 100.000 homens da coligação liderada pelos Estados Unidos invadiu o Iraque para derrubar em tempo recorde o regime ditatorial de Saddam Hussein.
Neste momento, pelo menos 40 por cento de todo o arsenal bélico norte-americano e cerca de 160.000 militares estão estacionados naquele país do Médio Oriente, que se transformou no palco mundial de actuação do terrorismo da Al-Qaida.
Além da insurreição e do terrorismo, as três principais comunidades iraquianas - xiitas, sunitas e curdos - criaram uma perigosa clivagem interna no Iraque.
A "vitória", proclamada em três semanas pelo presidente George W.Bush, tem o saldo negativo de 100.000 civis iraquianos mortos desde então - um milhão segundo as opiniões mais críticas -, 4.000 baixas norte-americanas e 30.000 feridos em combate.
Os custos da operação têm derrapado sucessivamente e estão calculados em 12.000 milhões de dólares/mês (mais de 7.500 milhões de euros), sendo a previsão para 2018 da ordem de um trilião.
No dia em que se assinala esta efeméride, sondagens divulgadas pelos grandes meios de comunicação social norte-americanos revelam que quase 65 por cento da população dos EUA desaprova esta guerra e metade está convencida de que o seu país não sairá ganhador.
Mesmo com um cenário negro pela frente, George W.Bush falou de "uma grande conquista estratégica" e considerou que valeu a pena a intervenção militar no Iraque, ao discursar quarta-feira no Pentágono.