Inundações no sul desalojam 62 mil e afetam 780 mil
São Paulo, 10 set (Lusa) -- As chuvas e inundações no sul do Brasil já obrigaram 62.536 pessoas a sair de casa no Estado de Santa Catarina, segundo o último balanço da Defesa Civil estadual, divulgado às 17:00 horas de sexta-feira (21:00 horas em Lisboa).
Daquele total, 54.686 pessoas foram acolhidas na casa de amigos ou parentes e outras 7.850 tiveram de recorrer a abrigos públicos. No total, as chuvas afetaram 779.596 pessoas no Estado.
O número de municípios que decretaram uma situação de emergência subiu entretanto para 26, com outros dois, o de Brusque e o de Rio do Sul, a declarar o estado de calamidade pública.
A Defesa Civil estadual contabiliza, por enquanto, apenas uma morte, a de um homem de 66 anos, no município de Guabiruba.
No entanto, a assessoria da prefeitura de Rio do Sul disse à Agência Lusa que dois adolescentes tinham morrido na cidade, o que eleva o número de vítimas fatais para três.
Os jovens remavam um barco pelas ruas cobertas de água quando um dos remos tocou em fios elétricos, o que provocou a sua morte por eletrocussão.
Na ocasião, a prefeitura informou que a inclusão dessas mortes no balanço oficial do Estado poderia estar atrasada devido às dificuldades de recuperação dos corpos.
Entretanto, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, participou sexta-feira numa reunião de emergência com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, para avaliar os estragos.
"Os prejuízos ainda não foram estimados, mas deverão ser bastante elevados", disse.
Segundo o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, que também participou na reunião, o governo local melhorou a sua capacidade de ação perante as chuvas, que se tornaram frequentes nos últimos anos.
"Santa Catarina tem sido atingida com frequência [pelas chuvas], mas observamos que a cultura de prevenção tem evoluído e as mortes têm sido evitadas", frisou.
O grupo de autoridades sobrevoou as áreas afetadas depois da reunião.
A ministra Ideli Salvatti, que viajou a pedido da presidente Dilma Rousseff, permanecerá no Estado durante o fim-de-semana.
Até às 16:00 horas de sexta-feira (20:00 horas em Lisboa), dez municípios catarinenses já tinham recebido comida, água potável, colchões e cobertores, tendo sido disponibilizadas oito mil cabazes de alimentos para os afetados.
A chuva que caía sobre a região diminuiu na sexta-feira e, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a trégua deverá continuar no final de semana.
O Ministério da Integração Nacional já disponibilizou 30 milhões de reais (13 milhões de euros) para obras de reconstrução. O valor total da ajuda do governo ainda não foi definido.