Mundo
Inventados sobreviventes do Holocausto para obter indemnizações
Seis funcionários de fundos de compensação dos sobreviventes do Holocausto apoderaram-se de milhões de dólares, persuadindo imigrantes judeus da Europa do Leste a requererem compensações que não lhes eram devidas. A fraude foi cometida ao longo de vários anos.
Segundo o diário alemão Der Spiegel, a fraude consistiu na apresentação de 5.500 requerimentos à procuradoria da República dos Estados Unidos, por parte de pessoas que não tinham direito a qualquer compensação. No total, calcula-se que os fundos de compensação e, indirectamente, os verdadeiros sobreviventes do Holocausto tenham sido lesados em cerca de 42 milhões de euros.
Os fundos espoliados pela fraude de 42 milhões de dólares são dois:
- o chamado "Fundo do Artigo 2", que atribui a cada sobrevivente uma verba mensal de 411 dólares, e que é atribuído a pessoas que tenham passado pelo menos seis meses num campo de concentração nazi e vivam hoje com menos de 16.000 dólares por ano;
- outro, o chamado Hardship Fonds, consiste num pagamento único de 3.600 dólares, atribuído a pessoas que tenham sofrido o exílio, a prisão ou graves problemas de saúde em consequência de perseguição por parte dos nazis.
A fraude consistia em persuadir imigrantes judeus leste-europeus, recém-chegados aos Estados Unidos, de que tinham direito a alguma compensação alemã. A maioria desses imigrantes vive, segundo o diário norte-americano Los Angeles Times, no bairro nova-iorquino de Brooklyn. Foram angariados através de anúncios em jornais de língua russa e estariam, em parte, de boa fé.
São 17 os arguidos pelo crime agora em fase de investigação, e tinham como núcleo duro seis funcionários da Jewish Claims Conference, a organização que administra os fundos de indemnização. Entre eles está também um antigo director dessa organização.
A fraude foi cometida ao longo de vários anos, mas ultimamente os seus autores tendiam a tornar-se cada vez mais negligentes, chegando mesmo a apresentar como sobreviventes do Holocausto pessoas nascidas depois de 1945. Finalmente, suscitaram suspeitas dois requerimentos exactamente iguais e daí partiu a investigação.
Segundo o vice-presidente da Claims Conference, Greg Schneider, a organização procura agora, junto daqueless beneficiários dos pagamentos em quem se presume a tal boa fé, obter a devolução do dinheiro. Alguns prontificam-se a devolvê-lo, outros prometem fazê-lo em prestações e outros recusam-se.
Os fundos espoliados pela fraude de 42 milhões de dólares são dois:
- o chamado "Fundo do Artigo 2", que atribui a cada sobrevivente uma verba mensal de 411 dólares, e que é atribuído a pessoas que tenham passado pelo menos seis meses num campo de concentração nazi e vivam hoje com menos de 16.000 dólares por ano;
- outro, o chamado Hardship Fonds, consiste num pagamento único de 3.600 dólares, atribuído a pessoas que tenham sofrido o exílio, a prisão ou graves problemas de saúde em consequência de perseguição por parte dos nazis.
A fraude consistia em persuadir imigrantes judeus leste-europeus, recém-chegados aos Estados Unidos, de que tinham direito a alguma compensação alemã. A maioria desses imigrantes vive, segundo o diário norte-americano Los Angeles Times, no bairro nova-iorquino de Brooklyn. Foram angariados através de anúncios em jornais de língua russa e estariam, em parte, de boa fé.
São 17 os arguidos pelo crime agora em fase de investigação, e tinham como núcleo duro seis funcionários da Jewish Claims Conference, a organização que administra os fundos de indemnização. Entre eles está também um antigo director dessa organização.
A fraude foi cometida ao longo de vários anos, mas ultimamente os seus autores tendiam a tornar-se cada vez mais negligentes, chegando mesmo a apresentar como sobreviventes do Holocausto pessoas nascidas depois de 1945. Finalmente, suscitaram suspeitas dois requerimentos exactamente iguais e daí partiu a investigação.
Segundo o vice-presidente da Claims Conference, Greg Schneider, a organização procura agora, junto daqueless beneficiários dos pagamentos em quem se presume a tal boa fé, obter a devolução do dinheiro. Alguns prontificam-se a devolvê-lo, outros prometem fazê-lo em prestações e outros recusam-se.