Mundo
Invernos amenos levam ursos a sair da hibernação mais cedo
Um inverno com temperaturas quentes, pouco comuns nesta altura do ano fez, com que os ursos despertassem mais cedo do período de hibernação, em vários países. A situação está a preocupar as populações, que teme um número crescente de conflitos com a espécie.
“Segundo a minha experiência, estamos a ouvir mais relatos de ursos no final de fevereiro e início de março”, referiu Chris Servheen , ex-coordenador de recuperação de ursos pardos do Serviço de Pesca e Vida selvagem dos Estados Unidos.
Vários ursos foram avistados a sair da hibernação no mês de fevereiro e inícios do mês de março na Rússia, Finlândia e Estados Unidos. O acontecimento foi desencadeado pelo calor - fora de época registado nestes países.
O jardim zoológico de Moscovo já se encontra preparado para lidar com o despertar de dois ursos do Himalaia, um mês antes do habitual.
Um urso pardo foi avistado no parque nacional de Banff, no Canadá. O primeiro aparecimento da espécie há já uma década. Também no parque nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, outros ursos têm sido vistos.
Não foram apenas os ursos que despertaram mais cedo do período de hibernação, segundo relatos apurados pelo jornal The Guardian: as marmotas também foram avistadas no Estado do Maine.Cidades do Canadá e da Rússia têm presenciado vários conflitos entre a espécie e a população.
Os especialistas referiram que as alterações climáticas podem ser a grande causa da incompatibilidade existente entra as estações do ano e os animais, especialmente aqueles que hibernam durantes os meses de inverno.
Chris Servheen afirmou que ouviu relatos de que os ursos negros, vindos das montanhas rochosas, foram obrigados a deixar os seus abrigos devido a neve ter derretido.
"Não sabemos ao certo a razão de eles saírem mais cedo, mas se houver mais dias ensolarados e quentes, eles sentem isso e conseguem entender que as condições estão boas para sair", disse o ex-coordenador.
“O problema é que eles não podem sair, pois não há nada para eles comerem. Eles estão a consumir energia e as plantas ainda não começaram a crescer. Espero que não seja uma coisa boa para elas”, acrescentou o mesmo ex-coordenador.
A incompatibilidade aumenta a possibilidade de os ursos famintos se envolverem em confrontos com os humanos, tal é o desespero em encontrar comida.
"Se encararmos o despertar madrugador da hibernação como uma coisa contínua na mudança climática, provavelmente veremos mais conflitos porque não há muito alimento para os ursos", reforçou Servheen.
Para acrescentar, afirmou: “Se os ursos saírem mais cedo, eles potencialmente irão procurar comida ao redor das pessoas, como lixo, alimentadores de pássaros e colheitas. O potencial de conflito é certamente mais alto, como revelado anteriormente”.
De acordo com os cientistas climáticos, este inverno foi o mais quente registado na Europa até então.
Vários ursos foram avistados a sair da hibernação no mês de fevereiro e inícios do mês de março na Rússia, Finlândia e Estados Unidos. O acontecimento foi desencadeado pelo calor - fora de época registado nestes países.
O jardim zoológico de Moscovo já se encontra preparado para lidar com o despertar de dois ursos do Himalaia, um mês antes do habitual.
Um urso pardo foi avistado no parque nacional de Banff, no Canadá. O primeiro aparecimento da espécie há já uma década. Também no parque nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, outros ursos têm sido vistos.
Não foram apenas os ursos que despertaram mais cedo do período de hibernação, segundo relatos apurados pelo jornal The Guardian: as marmotas também foram avistadas no Estado do Maine.Cidades do Canadá e da Rússia têm presenciado vários conflitos entre a espécie e a população.
Os especialistas referiram que as alterações climáticas podem ser a grande causa da incompatibilidade existente entra as estações do ano e os animais, especialmente aqueles que hibernam durantes os meses de inverno.
Chris Servheen afirmou que ouviu relatos de que os ursos negros, vindos das montanhas rochosas, foram obrigados a deixar os seus abrigos devido a neve ter derretido.
"Não sabemos ao certo a razão de eles saírem mais cedo, mas se houver mais dias ensolarados e quentes, eles sentem isso e conseguem entender que as condições estão boas para sair", disse o ex-coordenador.
“O problema é que eles não podem sair, pois não há nada para eles comerem. Eles estão a consumir energia e as plantas ainda não começaram a crescer. Espero que não seja uma coisa boa para elas”, acrescentou o mesmo ex-coordenador.
A incompatibilidade aumenta a possibilidade de os ursos famintos se envolverem em confrontos com os humanos, tal é o desespero em encontrar comida.
"Se encararmos o despertar madrugador da hibernação como uma coisa contínua na mudança climática, provavelmente veremos mais conflitos porque não há muito alimento para os ursos", reforçou Servheen.
Para acrescentar, afirmou: “Se os ursos saírem mais cedo, eles potencialmente irão procurar comida ao redor das pessoas, como lixo, alimentadores de pássaros e colheitas. O potencial de conflito é certamente mais alto, como revelado anteriormente”.
De acordo com os cientistas climáticos, este inverno foi o mais quente registado na Europa até então.