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Investigação liga generais da Guarda Nacional ao narcotráfico

Investigação liga generais da Guarda Nacional ao narcotráfico

O jornal venezuelano "El Nacional" divulga na edição de hoje extractos de um dossier do Departamento de Estado dos EUA que relaciona dois importantes generais da Guarda Nacional venezuelana com o tráfico de droga para a Europa.

Agência LUSA /

Segundo o El Nacional, "agentes britânicos e da DEA (Drug Enforcement Administration) têm informações e evidências da grande escala de corrupção com o narcotráfico entre oficiais da Guarda Nacional (GN)".

Entre os suspeitos de facilitar o tráfico de droga, segundo aquele jornal, encontram-se o major Irán Salas Carios, chefe da Unidade Anti-drogas do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que em Outubro de 2004 deteve seis portugueses - entre eles o co-piloto Luís Santos - e seis venezuelanos por suspeita de tráfico ilícito de estupefacientes.

A droga (quase 400 quilos), segundo documentos que desde há quase um ano constam no Tribunal de Macuto (40 quilómetros a norte de Caracas), foi localizada pela tripulação que descarregou de um avião particular e denunciou às autoridades competentes a existência de 12 malas onde foi localizada a cocaína.

O comandante e a hospedeira da aeronave foram libertados, permanecendo detidos o co-piloto, as três passageiras portuguesas da aeronave e seis venezuelanos.

O jornal indica ainda "que o comandante geral anti- narcóticos da GN, Frank Joaquín Morgado, utilizou o seu cargo para prover protecção a organizações de narcotraficantes e a traficantes" (que enviavam droga para a Europa e Estados Unidos).

"A DEA recebeu informação fiável indicando que Morgado e funcionários da Guarda Nacional sob a sua supervisão estiveram vinculados a envios de droga", acrescenta.

Ambos os generais fazem parte de um grupo que inclui também o director da Escola Superior da Guarda Nacional, general Alexis Maneiro Gómez, e os oficiais Javier Amaya, Wilmer Guédez e William Sted Mora, a quem as autoridades americanas suspenderam definitivamente o visto para os EUA.

A medida causou indignação nas autoridades e levou o Governo venezuelano a proibir qualquer actuação dos agentes andi-drogas americanos em território nacional.

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