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Investimento bilionário da Google na Finlândia travado pelo impacto ambiental
A construção dos centros de dados da Google de Muhos e Kajaani, na Finlândia, recebeu ordem "imediata" de suspensão, a pedido da Autoridade Finlandesa de Licenciamento e Supervisão (LVV), devido ao impacto ambiental. A empresa respondeu positivamente. Este seria o maior investimento em centros da Google no país.
O investimento da Google de 13 biliões de euros para a expansão da sua presença na Finlândia teve um desfecho raro e surpreendente, levando à paralisação da obra.
As autoridades finlandesas ameaçou, esta terça-feira, Tuike Finland Oy, representante da gigante tecnológica, com uma multa e a exigência de "suspensão imediata ou, no máximo, até 23 de outubro de 2026" de "medidas preparatórias que alteram significativamente o ambiente".
“Compreendemos as preocupações manifestadas e reconhecemos que, neste caso específico, não estivemos à altura dos nossos próprios padrões, que são elevados”, admitiu Sondre Ronander, porta-voz da Google, à AFP.
A interrupção dos trabalhos deve manter-se até que estejam concluídos todos os procedimentos de avaliação do impacto ambiental. O que está em causa?
A Google ordenou o desmatamento de 330 hectares no município de Muhos, antes de ser realizada uma análise detalhada das possíveis consequências.
Em Kajaani, na região de Kainuu, os planos de utilização florestal da empresa indicavam o abate de uma área superior a 200 hectares.
De acordo com a LVV, foram construídas áreas de armazenamento e removida a camada superficial do solo, o que exigiria uma licença de construção de que a Google não dispõe.
Apesar da dificuldade em percecionar o impacto ambiental depois de realizado o desmantelamento, a Agência de Licenciamento e Supervisão espera uma explicação da Google até 14 de outubro.
“É preciso refletir sobre a forma como as alternativas do projeto estão a ser pensadas”, referiu Sari Myllyoja, chefe da unidade.
A multa coerciva por incumprimento da Lei de Avaliação de Impacto Ambiental (YVA) já não pode, no entanto, ser aplicada, uma vez que a Google acedeu à suspensão da obra. “É assim que a legislação finlandesa está estruturada”, explicou Myllyoja.
As autoridades finlandesas ameaçou, esta terça-feira, Tuike Finland Oy, representante da gigante tecnológica, com uma multa e a exigência de "suspensão imediata ou, no máximo, até 23 de outubro de 2026" de "medidas preparatórias que alteram significativamente o ambiente".
“Compreendemos as preocupações manifestadas e reconhecemos que, neste caso específico, não estivemos à altura dos nossos próprios padrões, que são elevados”, admitiu Sondre Ronander, porta-voz da Google, à AFP.
A interrupção dos trabalhos deve manter-se até que estejam concluídos todos os procedimentos de avaliação do impacto ambiental. O que está em causa?
A Google ordenou o desmatamento de 330 hectares no município de Muhos, antes de ser realizada uma análise detalhada das possíveis consequências.
Em Kajaani, na região de Kainuu, os planos de utilização florestal da empresa indicavam o abate de uma área superior a 200 hectares.
De acordo com a LVV, foram construídas áreas de armazenamento e removida a camada superficial do solo, o que exigiria uma licença de construção de que a Google não dispõe.
Apesar da dificuldade em percecionar o impacto ambiental depois de realizado o desmantelamento, a Agência de Licenciamento e Supervisão espera uma explicação da Google até 14 de outubro.
“É preciso refletir sobre a forma como as alternativas do projeto estão a ser pensadas”, referiu Sari Myllyoja, chefe da unidade.
A multa coerciva por incumprimento da Lei de Avaliação de Impacto Ambiental (YVA) já não pode, no entanto, ser aplicada, uma vez que a Google acedeu à suspensão da obra. “É assim que a legislação finlandesa está estruturada”, explicou Myllyoja.