Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão ameaça fechar mais rotas marítimas vitais enquanto Trump ordena novo bloqueio
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ameaçou fechar "todos os outros corredores de exportação que beneficiam os EUA e os seus aliados", noticiaram os meios de comunicação iranianos, depois de o Irão ter fechado o Estreito de Ormuz e de os EUA terem reimposto um bloqueio naval aos portos iranianos. Trump já ameaçou atingir objetivos energéticos.
"As exportações regionais de energia são partilhadas por todos ou negadas a todos", afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA na quarta-feira.
A Guarda disse ter atacado instalações que descreveu como de comando e controlo, logística, combustível e equipamento militar pertencentes à Quinta Frota dos EUA no Bahrein, em resposta aos mais recentes ataques americanos no Estreito de Ormuz.
Disseram ainda ter incendiado e destruído o que descreveram como uma instalação logística americana em Mina Abdullah, no Kuwait, e que a sua força aérea atacou o que descreveram como uma base americana em Azraq, na Jordânia, visando hangares de aeronaves. Afirmaram que alguns dos ataques americanos foram lançados a partir de bases em território jordano.
As hostilidades entre o Irão e os EUA recomeçaram na semana passada, fragilizando ainda mais a já frágil trégua alcançada em junho, após vários meses de combates que fizeram milhares de mortos.A mais recente ameaça à navegação global surge um dia depois de os militares norte-americanos terem anunciado o início de uma nova ronda de ataques "para continuar a degradar as capacidades iranianas utilizadas para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz".
Os Estados Unidos afirmaram que o Irão atacou sete navios mercantes na última semana, resultando em quase uma dezena de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.
Há pelo menos 19 navios de guerra norte-americanos no mar Arábico, incluindo dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros a bordo. O Comando Central referiu ainda que "centenas de aeronaves militares operam em todo o Médio Oriente".
Os militares norte-americanos informaram, na noite de terça-feira, que atingiram dezenas de alvos militares perto do Estreito de Ormuz e em zonas costeiras iranianas. A onda de ataques durou sete horas, segundo um comunicado do Comando Central dos EUA. Trump ameaça atingir objetivos energéticosO presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na noite de terça-feira atingir centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, a menos que Teerão retome as negociações.
"Deixarei as metas energéticas para o fim, mas, no final do dia, atingiremos as metas energéticas", disse Trump em entrevista a Trey Yingst, da Fox News.
Trump acrescentou que, "na próxima semana, a situação vai ser muito má para eles". "Vamos destruir todas as suas centrais elétricas. Vamos destruir todas as suas pontes, a não ser que se sentem à mesa das negociações."
Os negociadores norte-americanos contactaram os seus homólogos iranianos para lhes dizer: "É melhor fecharem um acordo", acrescentou Trump.
O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerão a afirmar ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.
O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os 87 dólares (cerca de 74 euros) terça-feira, ainda abaixo dos quase 120 dólares (102 euros) registados no auge da guerra, mas caiu para 78 dólares (66 euros) após o anúncio de Trump.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou esta quarta-feira que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até ao que descreveu como "o fim dos males da América".
Antes do início da guerra, em fevereiro, cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás passavam diariamente por Ormuz.
A Guarda disse ter atacado instalações que descreveu como de comando e controlo, logística, combustível e equipamento militar pertencentes à Quinta Frota dos EUA no Bahrein, em resposta aos mais recentes ataques americanos no Estreito de Ormuz.
Disseram ainda ter incendiado e destruído o que descreveram como uma instalação logística americana em Mina Abdullah, no Kuwait, e que a sua força aérea atacou o que descreveram como uma base americana em Azraq, na Jordânia, visando hangares de aeronaves. Afirmaram que alguns dos ataques americanos foram lançados a partir de bases em território jordano.
As hostilidades entre o Irão e os EUA recomeçaram na semana passada, fragilizando ainda mais a já frágil trégua alcançada em junho, após vários meses de combates que fizeram milhares de mortos.A mais recente ameaça à navegação global surge um dia depois de os militares norte-americanos terem anunciado o início de uma nova ronda de ataques "para continuar a degradar as capacidades iranianas utilizadas para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz".
Os Estados Unidos afirmaram que o Irão atacou sete navios mercantes na última semana, resultando em quase uma dezena de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.
Há pelo menos 19 navios de guerra norte-americanos no mar Arábico, incluindo dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros a bordo. O Comando Central referiu ainda que "centenas de aeronaves militares operam em todo o Médio Oriente".
Os militares norte-americanos informaram, na noite de terça-feira, que atingiram dezenas de alvos militares perto do Estreito de Ormuz e em zonas costeiras iranianas. A onda de ataques durou sete horas, segundo um comunicado do Comando Central dos EUA. Trump ameaça atingir objetivos energéticosO presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na noite de terça-feira atingir centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, a menos que Teerão retome as negociações.
"Deixarei as metas energéticas para o fim, mas, no final do dia, atingiremos as metas energéticas", disse Trump em entrevista a Trey Yingst, da Fox News.
Trump acrescentou que, "na próxima semana, a situação vai ser muito má para eles". "Vamos destruir todas as suas centrais elétricas. Vamos destruir todas as suas pontes, a não ser que se sentem à mesa das negociações."
Os negociadores norte-americanos contactaram os seus homólogos iranianos para lhes dizer: "É melhor fecharem um acordo", acrescentou Trump.
O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerão a afirmar ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.
O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os 87 dólares (cerca de 74 euros) terça-feira, ainda abaixo dos quase 120 dólares (102 euros) registados no auge da guerra, mas caiu para 78 dólares (66 euros) após o anúncio de Trump.