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Irão apresentou condições para reabertura do Estreito de Ormuz a representantes dos EUA
Segundo a imprensa estatal iraniana, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, esteve reunido esta terça-feira com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, à margem da Assembleia Geral da ONU.
(em atualização)
Nesta reunião, Teerão apresentou aos Estados Unidos as condições necessárias para reabrir o Estreito de Ormuz.
Segundo os meios estatais iranianos, estas condições para a reabertura do estreito incluem o levantamento imediato do bloqueio naval, a libertação de bens iranianos congelados e o fim da guerra em todas as frentes.
O presidente Donald Trump confirmou ao final da tarde durante uma conferência de imprensa com o presidente ucraniano que Jared Kushner, genro do presidente, e Steve Witkoff estiveram reunidos com a delegação iraniana na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Durante o discurso que levou ao início do dia à Assembleia Geral, ao referir-se ao dossier iraniano, a determinada altura Donald Trump assinalava a sua dúvida sobre se deveria arrasar com o Irão. Horas depois, em declarações aos jornalistas acerca do encontro de Araqchi com o seu genro e Witkoff, o presidente falou de uma reunião "muito boa", uma flutuação de valor em tão curto intervalo de tempo que apenas não é estranha por se tratar de Donald Trump.
Em relação ao encontro poucos ou nenhuns são os pormenores conhecidos, apenas que durou cerca de três horas, de acordo com o próprio Trump, e que teve lugar em Nova Iorque.
O presidente explicou ainda estar previsto "num futuro muito próximo" um "novo encontro" com a delegação iraniana. Steve Witkoff assinalou por seu lado que estava "muito satisfeito" com o evoluir das discussões.
Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, com mediação de países do Médio Oriente, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.
No entanto, as partes voltaram aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.
c/ Lusa