Mundo
Irão emite primeira sentença de morte relacionada com protestos
Um tribunal iraniano emitiu a primeira pena de morte a um manifestante detido durante os recentes protestos que abalaram o país na sequência da morte de Mahsa Amini, em setembro.
De acordo com a imprensa estatal, o manifestante foi considerado culpado de "inimizade contra Deus" e por "espalhar a corrupção na Terra".
O tribunal revolucionário iraniano indicou que o réu incendiou um edifício governamental.
Outras cinco pessoas que participaram nos protestos foram condenados a penas entre cinco a 10 anos de prisão, sendo considerados culpados por “conluio para cometer crime contra a segurança nacional e perturbação da ordem pública”.
De acordo com a agência IRNA, as decisões ainda poderão ser contestadas em tribunal. Não foi disponibilizada mais informação sobre o manifestante condenado à morte.
Pelo menos 20 pessoas detidas durante os protestos enfrentam possíveis sentenças de morte, segundo indicou a organização Iran Human Rights.
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor desta ONG, apela à comunidade internacional para uma ação urgente e decisiva que alerte a República Islâmica sobre as “consequências da execução de manifestantes”.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency, pelo menos 341 pessoas morreram e 15.800 manifestantes foram detidos durante as manifestações. Foi também reportada a morte de pelo menos 39 elementos das forças de segurança.
As autoridades iranianas confirmam a detenção de pelo menos 1.000 pessoas só na província de Teerão.
Os protestos contra o regime iraniano irromperam há cerca de dois meses, na sequência da morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que foi detida pelas autoridades iranianas por alegada violação das regras de utilização do hijab.
As manifestações decorreram em pelo menos 140 cidades iranianas. Para o Irão, os protestos em causa são provocados por ingerência de inimigos estrangeiros em assuntos internos.
O tribunal revolucionário iraniano indicou que o réu incendiou um edifício governamental.
Outras cinco pessoas que participaram nos protestos foram condenados a penas entre cinco a 10 anos de prisão, sendo considerados culpados por “conluio para cometer crime contra a segurança nacional e perturbação da ordem pública”.
De acordo com a agência IRNA, as decisões ainda poderão ser contestadas em tribunal. Não foi disponibilizada mais informação sobre o manifestante condenado à morte.
Pelo menos 20 pessoas detidas durante os protestos enfrentam possíveis sentenças de morte, segundo indicou a organização Iran Human Rights.
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor desta ONG, apela à comunidade internacional para uma ação urgente e decisiva que alerte a República Islâmica sobre as “consequências da execução de manifestantes”.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency, pelo menos 341 pessoas morreram e 15.800 manifestantes foram detidos durante as manifestações. Foi também reportada a morte de pelo menos 39 elementos das forças de segurança.
As autoridades iranianas confirmam a detenção de pelo menos 1.000 pessoas só na província de Teerão.
Os protestos contra o regime iraniano irromperam há cerca de dois meses, na sequência da morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que foi detida pelas autoridades iranianas por alegada violação das regras de utilização do hijab.
As manifestações decorreram em pelo menos 140 cidades iranianas. Para o Irão, os protestos em causa são provocados por ingerência de inimigos estrangeiros em assuntos internos.